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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Paulo Pereira Cristóvão

Paulo Pereira Cristóvão nasceu a 14 de Julho de 1969, em Lisboa.
Em 1990, entrou para os quadros da Polícia Judiciária (PJ) de onde saiu, no início de 2007, para fundar uma empresa de Business Intelligence.
Sempre dedicado à área policial, formou-se em Perícia Psicológica, Perfis e Tendências Criminais e Justiça Criminal.
Enquanto esteve ao serviço da PJ, foram-lhe atribuídos alguns dos processos mais mediáticos da Direcção Central de Combate ao Banditismo, sendo " Joana ", mais um dos processos em que manteve uma participação relevante.
Destacou-se em várias investigações cujo objectivo ia desde o Tráfico de Seres Humanos, passando por processos de Terrorismo até às máfias do Leste.
Abandonou a PJ, grande parte devido ao não reconhecimento e injustiça sofridos pelos agentes policiais, apesar de trazer sempre consigo a alma de polícia e de ter um grande orgulho em todos os processos em que participou.
Actualmente, além da actividade da sua empresa, colabora com regularidade com vários órgãos de comunicação social, nomeadamente televisão e rádio.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal
  • A Estrela de Joana (Editorial Presença, Setembro de 2007)
  • A Estrela de Madeleine (Editorial Presença, Março de 2008)
  • Levaram-me (Editorial Presença, Novembro de 2010)

"A Estrela de Joana" de Paulo Pereira Cristóvão

TÍTULO ORIGINAL: A Estrela de Joana
AUTOR:
Paulo Pereira Cristóvão
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Setembro de 2007
PÁGINAS: 196
ISBN: 9789722338202

SINOPSE


Quem não recorda ainda o dramático caso de Joana Cipriano, a menina de oito anos, que em Setembro de 2004, Portimão, foi dada como desaparecida? Para muitos ela será lembrada como um rosto num jornal ou revista, um pequeno rosto sorridente e alegre de alguém que gostava de viver. Este livro assume-se como uma homenagem à corajosa Joana, prestada por um dos três agentes da Polícia Judiciária – o autor que é simultaneamente uma das personagens – especialmente destacados para ajudar os seus colegas do Algarve no processo de investigação. Relatado com grande vivacidade, ficamos a conhecer a dimensão da força por detrás daquele sorriso de menina. A Estrela de Joana é ainda para o leitor a oportunidade rara de espreitar o que se passa «do lado de dentro» de uma investigação. Além disso dá conta da generosidade e do empenhamento destes polícias que por detrás da aparente rudeza e ironia que marcam os seus laços de companheirismo, revelam a sua profunda humanidade.

A MINHA CRÍTICA

Quem não se lembra da história da pequena Joana?
É difícil esquecer a fotografia desta menina e de tudo o que se ouviu e foi especulado sobre o seu desaparecimento.
Peguei neste livro há umas semanas e confesso que esta foi uma leitura muito tocante e demorada pelo peso sentimental que envolve.
Foi muitas vezes difícil avançar e descobrir detalhadamente alguns pormenores que Paulo Cristóvão tão bem nos relata, como se estivéssemos estado lá, no meio de toda aquela confusão e injustiça.
Acabo esta leitura com um sentimento enorme de revolta. Não é novidade que existem muitas coisas mal neste país. A pequena Joana foi mais uma das muitas vítimas desta nossa sociedade comodista.
Essa é a mensagem principal de Paulo Cristóvão. Dentro dela, conseguimos também compreender o sentimento de tristeza de um polícia que se vê tão facilmente enxovalhado por alguém que não se interessava certamente em construir a verdade deste caso, nem tão pouco de ajudar a pequena Joana, mas em tentar tirar algum partido disto em seu próprio prol.
Não sendo escritor de profissão, o autor conseguiu com grande perícia escrever-nos este livro e fazer-nos olhar para o céu, à procura da estrela mais brilhante.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom
 

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