segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Amanhecer" de Stephenie Meyer

TÍTULO ORIGINAL: Breaking Dawn
AUTOR:
Stephenie Meyer
TRADUÇÃO:
Maria Peres
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Junho de 2009
PÁGINAS: 770
ISBN: 9789895575886

SINOPSE


«Amares aquele que te matava, deixava-te sem outra opção. Como poderias fugir ou lutar, se ao fazê-lo magoarias o teu amor? Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como recusá-la a alguém que amavas verdadeiramente?» Para Bella Swan, o amor inelutável por um vampiro enreda-se, de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva. Impelida, num sentido, pela sua paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentara um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que a irá colocar perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs. Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida - inicialmente desvendada em Crepúsculo, e, depois, estilhaçada e dilacerada em Lua Nova e Eclipse - parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, será que irão terminar destruídos... para sempre?

A MINHA CRÍTICA

Terminado o livro anterior, sente-se uma certa melancolia, devido ao destino de uma personagem que, para não lançar spoilers, não vou referir o nome.
Mas para além dessa melancolia, também existe, em paralelo, uma grande esperança pelo destino de Bella e Edward.
A sensação é a de querer saber todas as respostas que nos foram lançadas até aqui.
Fui avisada de que, este livro seria bastante previsível, mas vou ter de discordar, em parte dessa opinião.
E isso deve-se a um dos acontecimentos que se revelam logo após a parte inicial do livro, quando o mais improvável, entre Bella e Edward, acontece.
É claro que achei esse acontecimento tão improvável, devido a várias evidências que a autora nos foi dando ao longo dos livros, que é-me impossível considerar que seria previsível.
Aquilo que esse acontecimento desencadeia é que sim, poderá estar em sintonia com aquilo que o leitor achava que ia acontecer, no entanto, com contornos bastante alterados (pelo menos, de acordo com aquilo que tinha imaginado).
Considero que este foi o melhor livro da saga, sem qualquer margem para dúvida, mas também não queria deixar de referir que a parte final desilude um pouco, parecendo ligeiramente “deslavado” e pouco convincente.
Foi uma pena ter sido este o final de um livro que havia melhorado bastante de qualidade, comparativamente aos anteriores, sendo, por isso, e pela continuação dos erros de tradução, que não lhe atribuo a classificação mais elevada.
Como balanço geral da saga, posso dizer que é positivo, porque nos deixa levar facilmente numa leitura leve e fluente, mas posso dizer também que já li coisas bem melhores, com muito melhor conteúdo e “substância”.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

4 comentários:

Ana Luisa Alves disse...

Olá!
Discordo totalmente. lol
Achei que o melhor livro foi mesmo o primeiro, pela novidade que a história trazia. Sim é muito cor-de-rosa, sim torna-se repetitiva, mas apenas piora de livro para livro. Então o último é um escândalo! Uma pessoa à espera de uma luta final brutal e com mortes e parece que a autora simplesmente fartou-se de escrever e disse "afinal nimguem vai lutar !" E fim viveram felizes para sempre.
Além disso acho que no ultimo volume a escritora decidiu colocar demasiados acontecimentos importantes, coisa que eu acho que devia ter colocado em 2 volumes.
Cumps!
Alu

Mariana Malhão disse...

Olá Ana Luísa!
E obrigada pela visita e pelo comentário :)
A leitura é isso mesmo...
Origina opiniões diferentes, porque é uma coisa muito subjectiva e muito intrínseca à pessoa.
Eu só posso mesmo concordar com o facto do final ter sido uma desilusão, mas parece-me que deve ser mesmo da Stephenie escrever assim, uma vez que, ao longo dos livros, inúmeras foram as ameaças de ataque entre lobisomens e Cullens que nunca se concretizaram (nem um arranhão sequer), terminando no típico "Amigos e felizes para sempre", sem nunca se magoarem entre si (só psicologicamente)...

Ana Luisa Alves disse...

olá! obg por responderes :)
Tenho só mais uma pergunta: estive a ler a tua crítica ao "Comer, Orar e Amar" e dizes que achas-te o livro divinal. No entanto não percebo porque só deste ao livro a pontuação de 8, quando ao "Amanhecer" deste 9 e não o achas-te divinal...a pergunta é: porquê?

Mariana Malhão disse...

Olá outra vez Ana Luísa!
Quanto ao que te referes, devo dizer que se tratam de dois tipos de livros completamente diferentes. O da Elizabeth Gilbert não é uma história em si, mas uma espécie de diário de viagens da autora.
Não há propriamente uma "história" com final feliz. É simplesmente uma espécie de viagem espiritual. O de Stephenie Meyer é um livro ficcional, é a continuação de uma história criada pela autora.
O livro de Elizabeth Gilbert é divinal sim, pela paz que transmite, pela sensação de bem-estar. Daí ser essa a palavra para o caracterizar.
A classificação numérica é diferente porque não se limita apenas a um factor específico do livro, mas à minha visão geral do livro, de acordo com as minhas preferências pessoais. Neste caso, apesar de o livro da Elizabeth Gilbert ser muito bom, o livro espiritual não é totalmente aquele que esteja no meu top de leituras, porque prefiro uma boa história, real ou ficcionada, com princípio meio e fim. Daí ter um ponto a menos que o da Stephenie Meyer. Voltando ao comentário anterior, a leitura é muito subjectiva! Esta é meramente a minha visão e classificação para cada livro que vou pegando. Cada um terá a sua, baseada nos seus próprios critérios!
Beijinhos :)

 

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