A MINHA CRÍTICAÉ difícil escrever sobre este livro.
Quem lê este título, “A Dança das Borboletas”, não consegue adivinhar, de maneira alguma, a “dança” a que ele se refere, nem tão pouco, ter qualquer noção do tipo de livro que o envolve.
Ginny é, sem sombra de dúvida, uma personagem muito especial, narrando-nos a sua história de uma forma muito próxima: tão próxima, que parece tornar-se real.
Posso dizer que nunca li um livro assim, nem nunca tive tanta dificuldade em expressar aquilo que acho sobre o mesmo.
Sei dizer que não é uma obra-prima, mas é um livro bom, com uma escrita envolvente e com uma parcela psicológica “q.b.”.
Posso também dizer que não fiquei desiludida com esta obra pois, apesar de ser diferente, consegue-nos trazer para o nosso presente a personalidade de uma mulher, que tudo faz para agradar os outros, em detrimento da sua própria felicidade.
Mas é no final, que essa mesma mulher nos surpreende de uma forma brutal e curiosa.
As “borboletas”, que surgem no título, têm bastante significado nesta história e foi bastante interessante conhecer melhor estes seres vivos, através da brilhante pesquisa da autora.
Acho que a melhor forma de classificar este livro será desafiando-vos, a vós, leitores, a lerem-no por vós.
Posso garantir-vos a descoberta de uma leitura boa e bastante invulgar, baseada num relato de uma família impressionante.
A MINHA CLASSIFICAÇÃO