quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Gatos à Solta" de Doreen Tovey

TÍTULO ORIGINAL: Cats in the Belfry
AUTOR:
Doreen Tovey
TRADUÇÃO: Luís Miguel Valente
EDITORA: Edições ASA
EDIÇÃO: Novembro de 2007
PÁGINAS: 160
ISBN: 9789724153216

SINOPSE


Doreen Tovey e o seu marido Charles decidem abrir as portas da sua casa a uma gata siamesa, com o objectivo de se verem livres de uma invasão de ratos. Mas Sugieh não é uma gata qualquer. Ela é uma mão de ferro numa luva delicada, uma actriz, uma prima-dona, uma imperatriz dos gatos, e estabelece-se rapidamente como a rainha da casa. Rapidamente escravizados por Sugieh, Doreen e Charles tentam minimizar o caos que ela causa diariamente: ela mia desalmadamente, rói os telegramas e ataca tudo o que seja de lã. Mas o pior está para vir: quando Sugieh decide tornar-se na Mãe Perfeita, ela e os seus adoráveis gatinhos vão fortalecer o seu domínio sobre o lar dos Tovey. Resta a dúvida: tal como Doreen e Charles, quem não cederia a tanto encanto felino?

A MINHA CRÍTICA

Este livro é simplesmente um espectáculo!
Quando terminei a leitura anterior, pensei que tinha chegado a altura de ler um livro mais levezinho.
Mas nunca pensei que este pequeno livro fosse tão divertido e prazeroso de ler.
Dei comigo a rir imensas vezes, o que despertou alguma estranheza por parte de quem me via a ler.
Doreen Tovey consegue descrever-nos as aventuras e pensamentos dos seus animais como se estes fossem humanos, e fá-lo com um humor de grande qualidade.
Quem já tem gatos vai ler este livro e ver todas as suas angústias de dono serem compreendidas de uma forma hilariante.
Mas quem não tem gatos não se acanhe… Esta leitura promete soltar-vos umas valentes gargalhadas!
O único ponto menos positivo deve-se ao facto de existirem pequenas referências e algumas “Private Jokes” da autora, que apesar de estarem bem explicadas em notas pelo tradutor, fazem-nos ficar sempre com a sensação de que não conseguimos compreender totalmente o seu significado.
Adorei este livro, que definitivamente me abriu o apetite para ler os outros livros já publicados pela autora.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Top Editoras

Tenho andando meio desaparecida aqui no blog e, por isso, peço desculpa aos meus seguidores.
O resultado do passatempo em falta será publicado em breve, peço só um pouquinho mais de paciência...

Mas o que vim postar nesta mensagem foi um top de livros que decidi nomear.

Não quis colocar estatísticas de livros ou páginas lidas neste ano que passou, nem tão pouco de passatempos realizados, pois acho que isso é dispensável e não passam de números. Fica apenas o desejo que para este 2011 consiga ler mais e presentear-vos com mais críticas e passatempos.

Não quis que este fosse um top normal, por ordem de preferência, porque é sempre difícil fazê-lo.

Assim, de forma a destacar o melhor de cada editora, decidi fazer um Top Editoras 2010, ou seja, por cada editora que mais gostei de ler este ano, elegi o melhor livro classificado por mim.

Aqui fica:

A ESFERA DOS LIVROS - "Eu, Maria Pia" de Diana de Cadaval
CADERNO - "Óscar" de David Dosa
CONTRAPONTO - "Amor em Minúsculas" de Francesc Miralles
DIFEL - "A Chave Maldita" de James Rollins
EDITORIAL PRESENÇA - "O Espírito do Amor" de Ben Sherwood
FRONTEIRA DO CAOS - "O Silêncio dos Teus Olhos" de Hugo Girão
PAPIRO EDITORA - "Mistério em Connellsville" de Beatriz Neves Barroca
PORTO EDITORA - "Coisas do Coração" de Emily Giffin
QUINTA ESSÊNCIA - "A Rapariga Que Brilha no Escuro" de Joshilyn Jackson
SDE - Série Kushiel - "O Dardo de Kushiel" e "A Marca de Kushiel" de Jacqueline Carey

Paulo Pereira Cristóvão

Paulo Pereira Cristóvão nasceu a 14 de Julho de 1969, em Lisboa.
Em 1990, entrou para os quadros da Polícia Judiciária (PJ) de onde saiu, no início de 2007, para fundar uma empresa de Business Intelligence.
Sempre dedicado à área policial, formou-se em Perícia Psicológica, Perfis e Tendências Criminais e Justiça Criminal.
Enquanto esteve ao serviço da PJ, foram-lhe atribuídos alguns dos processos mais mediáticos da Direcção Central de Combate ao Banditismo, sendo " Joana ", mais um dos processos em que manteve uma participação relevante.
Destacou-se em várias investigações cujo objectivo ia desde o Tráfico de Seres Humanos, passando por processos de Terrorismo até às máfias do Leste.
Abandonou a PJ, grande parte devido ao não reconhecimento e injustiça sofridos pelos agentes policiais, apesar de trazer sempre consigo a alma de polícia e de ter um grande orgulho em todos os processos em que participou.
Actualmente, além da actividade da sua empresa, colabora com regularidade com vários órgãos de comunicação social, nomeadamente televisão e rádio.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal
  • A Estrela de Joana (Editorial Presença, Setembro de 2007)
  • A Estrela de Madeleine (Editorial Presença, Março de 2008)
  • Levaram-me (Editorial Presença, Novembro de 2010)

"A Estrela de Joana" de Paulo Pereira Cristóvão

TÍTULO ORIGINAL: A Estrela de Joana
AUTOR:
Paulo Pereira Cristóvão
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Setembro de 2007
PÁGINAS: 196
ISBN: 9789722338202

SINOPSE


Quem não recorda ainda o dramático caso de Joana Cipriano, a menina de oito anos, que em Setembro de 2004, Portimão, foi dada como desaparecida? Para muitos ela será lembrada como um rosto num jornal ou revista, um pequeno rosto sorridente e alegre de alguém que gostava de viver. Este livro assume-se como uma homenagem à corajosa Joana, prestada por um dos três agentes da Polícia Judiciária – o autor que é simultaneamente uma das personagens – especialmente destacados para ajudar os seus colegas do Algarve no processo de investigação. Relatado com grande vivacidade, ficamos a conhecer a dimensão da força por detrás daquele sorriso de menina. A Estrela de Joana é ainda para o leitor a oportunidade rara de espreitar o que se passa «do lado de dentro» de uma investigação. Além disso dá conta da generosidade e do empenhamento destes polícias que por detrás da aparente rudeza e ironia que marcam os seus laços de companheirismo, revelam a sua profunda humanidade.

A MINHA CRÍTICA

Quem não se lembra da história da pequena Joana?
É difícil esquecer a fotografia desta menina e de tudo o que se ouviu e foi especulado sobre o seu desaparecimento.
Peguei neste livro há umas semanas e confesso que esta foi uma leitura muito tocante e demorada pelo peso sentimental que envolve.
Foi muitas vezes difícil avançar e descobrir detalhadamente alguns pormenores que Paulo Cristóvão tão bem nos relata, como se estivéssemos estado lá, no meio de toda aquela confusão e injustiça.
Acabo esta leitura com um sentimento enorme de revolta. Não é novidade que existem muitas coisas mal neste país. A pequena Joana foi mais uma das muitas vítimas desta nossa sociedade comodista.
Essa é a mensagem principal de Paulo Cristóvão. Dentro dela, conseguimos também compreender o sentimento de tristeza de um polícia que se vê tão facilmente enxovalhado por alguém que não se interessava certamente em construir a verdade deste caso, nem tão pouco de ajudar a pequena Joana, mas em tentar tirar algum partido disto em seu próprio prol.
Não sendo escritor de profissão, o autor conseguiu com grande perícia escrever-nos este livro e fazer-nos olhar para o céu, à procura da estrela mais brilhante.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

Elizabeth Gilbert

Elizabeth Gilbert é uma escritora americana que nasceu a 18 de Julho de 1969 em Waterbury, Connecticut.
Ela cresceu numa quinta em Litchfield, Connecticut, onde não havia televisão, por isso, os seus tempos livres eram passados a ler e a escrever pequenas histórias em conjunto com a sua irmã Catherine Gilbert Murdock, que actualmente também é escritora.
Em 1991, tirou um bacharelato em Ciências Políticas, na New York University, estudando de manhã e escrevendo as suas pequenas histórias à noite.
Posteriormente, trabalhou como cozinheira, empregada doméstica e em várias revistas como Spin, GQ e The New York Times Magazine.
Pilgrims, um conjunto de pequenas histórias, foi, em 1997,o seu primeiro livro publicado, tendo sido premiado com o Pushcart Prize e finalista do PEN/Hemingway Award.
Decidiu também escrever sobre as suas próprias experiências, sendo The Last American Man, publicado em 2002, o seu primeiro livro neste registo, também finalista do National Book Award e National Book Critic's Circle Award.
Foi nomeada três vezes para o National Magazine Award pela peculiaridade da sua escrita e foi considerada em 2008 pela Times Magazine como umas das 100 pessoas mais influentes no mundo.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal
  • Comer, Orar, Amar (Bertrand Editora, 2006)
  • A Filha do Mar (Bertrand Editora, Abril de 2009)
  • Comprometida (Bertrand Editora, Julho de 2010)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Comer, Orar, Amar" de Elizabeth Gilbert

TÍTULO ORIGINAL: Eat, Pray, Love
AUTOR:
Elizabeth Gilbert
TRADUÇÃO: Fernanda Oliveira
EDITORA: Bertrand
EDIÇÃO: 2006
PÁGINAS: 376
ISBN: 9789722515030

SINOPSE


Aos trinta anos, Elizabeth Gilbert tinha um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso - tudo aquilo que uma mulher pode desejar. Ou talvez não... Consumida pela dúvida e pela inquietude, decide avançar para um divórcio difícil, sofrendo durante o processo uma depressão profunda e uma arrasadora crise existencial. É então que se decide pela aventura. Dividida entre o desejo de prazeres mundanos e a aspiração a uma transcendência divina, experimenta as delícias da "dolce vita" em Itália, o rigor ascético na Índia e no seu último destino - a Indonésia - procura o equilíbrio e encontra o amor.

A MINHA CRÍTICA

Um livro absolutamente divinal e que proporciona não só entretenimento, mas uma serenidade inquestionável.
Esta não é uma leitura para devorar, mas para demorada e lentamente apreciar.
Desde que foi publicado, que este livro suscitou-me interesse, embora não imaginasse, de forma alguma, aquilo que ele realmente é.
A história deste livro é a história da autora, que tem de ultrapassar uma fase difícil da sua vida. Para isso, ela viaja por vários locais, descrevendo-nos maravilhosamente cada um deles. Faz-nos também desejar ir com ela e viver tudo aquilo que ela viveu (e comer todas aquelas delícias que ela comeu!).
É uma escrita simples, mas muito rica, uma vez que para a apreciar verdadeiramente, não é passível de se ler rápido.
Apesar de ter uma “pitada” de romance, este não é um romance. É talvez um livro “espiritual” e que nos faz pensar profundamente nessa dimensão.
Gostei bastante deste livro, embora reconheça que poderá ser amado por muitos e odiado por outros, dado considerar ser um género alternativo da literatura.


A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

sábado, 25 de dezembro de 2010

 

A Galáxia dos Livros Copyright © 2010 Designed by Mariana Malhão