domingo, 7 de novembro de 2010

"A Dança das Borboletas" de Poppy Adams

TÍTULO ORIGINAL: The Behaviour of Moths
AUTOR:
Poppy Adams
TRADUÇÃO: Victor Cabral
EDITORA: Porto Editora
EDIÇÃO: Maio de 2010
PÁGINAS: 320
ISBN: 9789720045034

SINOPSE


Assomando à janela do primeiro andar da mansão degradada que em tempos fora a sua idílica casa de família, Ginny aguarda ansiosamente a chegada da irmã, que partiu há quarenta e sete anos e nunca mais voltou. Especialista em borboletas, Ginny leva uma vida de reclusão, com medo de se aventurar no mundo exterior. Com o regresso de Vivien, os segredos que provocaram a separação das duas irmãs irão perturbar o quotidiano de Ginny muito para além das rotinas precisas que lhe definem os dias. Das suas infâncias, apenas o sótão da casa permanece inalterado, com as suas paredes revestidas com mostruários de borboletas cuidadosamente preservadas ao longo de várias gerações. Narrado pela voz inesquecível de Ginny, este brilhante romance de estreia descreve-nos o que as famílias são capazes de fazer - especialmente em nome do amor.

A MINHA CRÍTICA

É difícil escrever sobre este livro.
Quem lê este título, “A Dança das Borboletas”, não consegue adivinhar, de maneira alguma, a “dança” a que ele se refere, nem tão pouco, ter qualquer noção do tipo de livro que o envolve.
Ginny é, sem sombra de dúvida, uma personagem muito especial, narrando-nos a sua história de uma forma muito próxima: tão próxima, que parece tornar-se real.
Posso dizer que nunca li um livro assim, nem nunca tive tanta dificuldade em expressar aquilo que acho sobre o mesmo.
Sei dizer que não é uma obra-prima, mas é um livro bom, com uma escrita envolvente e com uma parcela psicológica “q.b.”.
Posso também dizer que não fiquei desiludida com esta obra pois, apesar de ser diferente, consegue-nos trazer para o nosso presente a personalidade de uma mulher, que tudo faz para agradar os outros, em detrimento da sua própria felicidade.
Mas é no final, que essa mesma mulher nos surpreende de uma forma brutal e curiosa.
As “borboletas”, que surgem no título, têm bastante significado nesta história e foi bastante interessante conhecer melhor estes seres vivos, através da brilhante pesquisa da autora.
Acho que a melhor forma de classificar este livro será desafiando-vos, a vós, leitores, a lerem-no por vós.
Posso garantir-vos a descoberta de uma leitura boa e bastante invulgar, baseada num relato de uma família impressionante.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

domingo, 31 de outubro de 2010

Diana de Cadaval

Diana de Cadaval, cujo nome real é D. Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de Melo, nasceu a 25 de Julho de 1978, em Genebra, Suíça.
É licenciada em Comunicação Internacional, pela Universidade Americana de Paris, tendo também trabalhado na leiloeira Christie’s, em Londres.
É a 11.ª Duquesa de Cadaval, e tem actualmente a seu cargo a actividade cultural do Palácio de Cadaval, em Évora, o berço ducal há mais de seis séculos.
É casada com o príncipe Charles-Philippe d’Orléans, com quem tem participado em missões humanitárias na Etiópia, Camboja, Sérvia e Egipto.
Escreveu o seu primeiro romance em homenagem a seu pai, já falecido, D. Jaime Álvares Pereira de Melo, 10.º Duque de Cadaval, uma vez que foi ele que lhe permitiu florescer a sua paixão pelos livros.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal

sábado, 30 de outubro de 2010

"Eu, Maria Pia" de Diana de Cadaval

TÍTULO ORIGINAL: Eu, Maria Pia
AUTOR:
Diana de Cadaval
EDITORA: A Esfera dos Livros
EDIÇÃO: Junho de 2010
PÁGINAS: 228
ISBN: 9789896262303

SINOPSE


"Chegou a minha vez de morrer. Como último desejo peço que me virem na direcção de Portugal, o país que me encheu de alegria o coração de menina e me tirou tudo o que de mais sagrado tinha quando mulher. Olhando para trás, reconheço que a minha vida foi marcada pela tragédia. Vi partir uma mãe cedo de mais, morria de doença e de desgosto por um marido que a traía publicamente. Não me consegui despedir do meu pai, enterrei um marido que, com palavras doces e promessas vãs conquistou o meu ingénuo coração e no final me humilhou com as suas traições, um filho em quem depositava todas as esperanças, um neto adorado, e, por fim, a minha querida Clotilde, irmã de sangue e confidente. Claro que também tive momentos de felicidade. Quando sonhava acordada com Clotilde, deitadas nos jardins do Palácio de Stupigini, com príncipes e casamentos perfeitos, quando cheguei a Lisboa e o povo gritava o meu nome, quando viajava por essa Europa fora de braço dado com Luís, quando brincava no paço com os meus filhos ou quando estendia as mãos para ajudar os mais necessitados, abrindo creches e asilos. Mas mesmo nestas alturas havia quem me apontasse o dedo. Maria Pia a gastadora, a esbanjadora do erário público. A que dava festas majestáticas no paço, a que ia a Paris comprar os tecidos mais caros e as jóias mais exuberantes. Não percebiam eles que assim preenchia o vazio que, aos poucos, se ia instalando no meu coração."

Diana de Cadaval traz-nos um retrato impressionante de D. Maria Pia, rainha de Portugal. Num romance escrito na primeira pessoa, ficamos a conhecer a trágica vida de uma princesa italiana feita rainha com apenas catorze anos.
Recebida em clima de grande euforia, Maria Pia foi, 48 anos depois, expulsa de um país a quem dedicou toda a sua vida. Morria pouco tempo depois, demente, longe dos seus tempos de fausto e opulência, mas com a secreta esperança de que a morte lhe trouxesse a tranquilidade há tanto desejada.


A MINHA CRÍTICA

Devo confessar que li este livro num ápice.
A escrita da autora é extremamente envolvente e faz-nos ficar expectantes relativamente à história desta rainha, cuja existência eu só conhecia pelo seu nome.
A História nunca foi uma das minhas áreas favoritas, aliás, nunca me despertou grande interesse a sua disciplina, quando andava no Ensino Básico, há uns anos.
Mas este livro despertou-me uma curiosidade imensa, sem que eu consiga explicar o porquê.
Talvez tenha sido a sinopse que tenha ajudado bastante a que essa curiosidade crescesse, mas estou certa de que não foi apenas por esta.
A forma como Diana de Cadaval encarna a rainha D. Maria Pia é simplesmente fabulosa. A sensação que temos é como se estivéssemos a ler o diário de emoções da própria rainha, desde que perdeu a sua mãe, quando ainda era criança, ao seu último suspiro, virada em direcção de Portugal, o país que não a deixou ser enterrada ao lado do seu rei, D. Luís.
Fico fortemente impressionada com este relato, habilmente construído com fundamentação em factos históricos, que Diana de Cadaval nos referencia no final desta história.
Foi a primeira vez que li, com imenso gosto e prazer, um livro deste género literário que nunca me havia despertado interesse.
Depois desta tão agradável experiência vou ficar atenta a outros livros do género, esperando que sejam tão bons como este, com que Diana de Cadaval nos presenteia.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

sábado, 23 de outubro de 2010

Votem, se gostarem!

Hoje, ao contrário de vos oferecer um passatempo, peço-vos ajuda para a minha participação de um outro, num blog vizinho.

Se gostarem da minha participação, votem! :)

http://www.facebook.com/pages/Clube-dos-Livros/142180299151910#!/photo.php?fbid=155241111179162&set=a.152139914822615.23067.142180299151910

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Marc

Marc é francês, tendo nascido no verão quente em Paris, no ano de 1976.
Cresceu nos arredores verdes e frios da Alemanha, onde costumava copiar as imagens de Asterix e de um livro sobre barcos do seu avô.
Aos 13 anos mudou-se para Portugal, desenhou caretas nas sebentas e acabou por se licenciar em Design, sendo um apaixonado por desenho.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal

  • Pirá (Pé de Página Editores, 2007; Qual Albatroz, Agosto de 2010)

Carlos Canhoto

Carlos Canhoto é português, tendo nascido a 26 de Maio de 1961, em Pavia.
A sua mãe trabalhou numa escola primária e o seu pai era ferroviário.
Passou as tardes da sua meninice com a sua avó Felicidade.
Brincou à batalha naval na poça do “Curral Concelho”, com barcos de piteira. Correu atrás dos pássaros à procura dos ninhos e espreitou as bogas, que ao luar subiam os ribeiros para a desova.
Trabalha na Casa da Cultura, de Mora.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal

  • Barbatanar nas Cores do Arco-Íris (Pé de Página Editores, 2006)
  • Pirá (Pé de Página Editores, 2007; Qual Albatroz, Agosto de 2010)
  • O Monte Secou (Pé de Página Editores, 2007)

"Pirá" de Carlos Canhoto e Marc

TÍTULO ORIGINAL: Pirá
AUTOR:
Carlos Canhoto ; Marc
EDITORA: Qual Albatroz
EDIÇÃO: Agosto de 2010
PÁGINAS: 32
ISBN: 9789899558144

SINOPSE


Pirá, que é simpática e curiosa, repara que alguns dos meninos que a visitam estão a perder os dentes. O que será que se passa com eles? Será coisa grave? E se o mesmo acontecer com as piranhas? O que será da Pirá sem os seus belos dentinhos? Como uma criança curiosa, Pirá só vai descansar quando conseguir resolver este mistério dos meninos desdentados.

Com uma história ternurenta e divertida e com ilustrações bem dispostas, Pirá é um livro adequado para crianças na idade de perder os dentes que começam a descobrir o prazer de pequenos jogos de palavras e se divertem com ilustrações alegres e coloridas.


A MINHA CRÍTICA

Pirá, é um livro infantil que vos deixará certamente impressionados, como me deixou a mim.
A começar pela capa, com uma cor linda e super chamativa para as crianças, bem como a textura da capa, que é muito convidativa a abrir o livro.
Mas o seu interior surpreende ainda mais, porque com uma história simples e enternecedora, irá seguramente encantar as crianças (e os adultos também, pois gostei muito de ler).
Se pretendem dar um sorriso a uma criança, esta é uma boa aposta! Pelo menos vão perceber que a Pirá pode ter uns dentes assustadores, mas muitas vezes só os mostra para sorrir!
Se quiserem saber mais sobre a Pirá, visitem aqui. E se ficaram convencidos, podem sempre adquiri-lo aqui.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom
 

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