quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Margot - Estrelinha Azul" de Ana Paula Pinto

TÍTULO ORIGINAL: Margot - Estrelinha Azul
AUTOR:
Ana Paula Pinto
EDITORA: Papiro Editora
EDIÇÃO: Agosto de 2010
PÁGINAS: 116
ISBN: 9789896365264

SINOPSE


Olhavam o pôr-do-sol. Sentados no interior do Mercedes azul-escuro e resguardados do frio que se fazia sentir, observavam a luz do entardecer reflectida na imensidão lamacenta da baía de Alcochete.
O cheiro do lodo escuro intensificava-se. Aspiravam a maresia vinda do oceano. Sob a luz alaranjada que declinava no horizonte ele pegou na sua mão e acariciou um a um os seus dedos esguios. Calados na magia do momento, cruzavam os seus olhares, furtivamente, como duas crianças apanhadas em falta. (...)
- Tenho cancro – tinha-lhe dito. Assim, sem reservas nem rodeios, logo na primeira troca de palavras, como se o quisesse prevenir do risco.
– Tens cancro – repetiu, pensando que não tinha abarcado o significado do que dissera. E as suas palavras ficaram, por momentos, a pairar no silêncio.


A MINHA CRÍTICA

Este livro brinda-nos com uma enorme simplicidade e sinceridade.
Não tinha tido qualquer conhecimento acerca desta obra, nem tão-pouco do assunto que abordava, mas ao ler o que constava na contracapa deste livro apercebi-me, desde logo, que ia gostar deste testemunho.
É uma história tocante, a de Margot. Uma grande lição de vida, recheada de muito amor e carinho, e onde uma família luta contra uma doença que, infelizmente, levou Margot deste mundo.
Em poucas páginas, conseguimos chegar ao coração de uma mãe que sofreu a perda de uma filha, algo que, a meu ver, vai contra as leis da natureza.
É impossível imaginar o sofrimento de uma mãe que vive uma fatalidade destas. Com esta leitura, conseguimos perceber uma pequena parte desse sofrimento, mas de uma forma admirável, e que homenageia Margot.
Foi importante para mim ler este testemunho, o qual eu acredito que não irei esquecer facilmente.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

James Rollins

James Rollins é um dos pseudónimos de Jim Czajkowski, um escritor e veterinário americano, que nasceu em Chicago, Illinois, a 20 de Agosto de 1961.
Cresceu no Midwest e Canadá, e licenciou-se em Medicina Veterinária, na Universidade de Missouri, tendo-se posteriormente mudado para Sacramento, Califórnia, para exercer a sua profissão.
É também um espeleólogo amador e mergulhador encartado.
Para além de James Rollins, pseudónimo utilizado para thrillers, Jim Czajkowski é também James Clemens, pseudónimo utilizado para obras de fantasia.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal
  • O Mapa dos Ossos (Difel, Janeiro de 2006)
  • A Ordem Negra (Difel, Março de 2007)
  • A Herança de Judas (Difel, Abril de 2008)
  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Quidnovi, Maio de 2008)
  • O Último Oráculo (Difel, Janeiro de 2009)
  • A Cidade Perdida (Difel, Novembro de 2009)
  • A Chave Maldita (Difel, Setembro de 2010)

sábado, 16 de outubro de 2010

Divagações

Hoje apeteceu-me escrever um pouco sobre livros e opiniões literárias...
Felizmente, hoje em dia, existe um mundo de blogs dedicados aos livros, o que demonstra que, afinal, até somos bastantes, os amantes da literatura.
Falando, por mim, adoro seguir vários blogs deste género, fazendo-lhes visitas regulares, por vezes, mais que uma vez por dia.
Quando vou ler uma opinião literária escrita por outra pessoa é, maioritariamente, sobre um livro que ainda não li e sobre o qual ainda tenho dúvidas que me interesse.
Mas, obviamente, tenho em conta que, aquilo que o outro gostou, pode não me agradar a mim.
Porquê? Porque ler, é uma coisa muito pessoal, muito subjectiva... Aquilo que eu adoro, a outra pessoa pode simplesmente detestar.
Quem é que já não adorou um livro que outra pessoa odiou?
Ou quem é que já odiou um livro que quase toda a gente considera uma Obra-Prima?
A mim já me aconteceu imensas vezes!
Um exemplo disso é "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai. Foi um livro que, apesar de ter uma escrita fabulosa, não me cativou nada, porque o conteúdo da história era quase nulo e enfadonho. Mas acho que devo ser a única pessoa a achar tal coisa de um livro que, quase toda a gente, fala mil maravilhas.
É estranho não é? Mas é mais do que natural. Afinal, (felizmente) somos todos diferentes.
Normalmente, quando ainda não sei se um livro me interessa, vou tentar encontrar uma opinião literária escrita por uma pessoa que sei que costuma ter gostos literários semelhantes aos meus, mas há sempre ocasiões em que isso não resulta bem, porque por mais parecidos que sejam os gostos, há sempre diferenças, relacionadas com a nossa personalidade que é única.
Também sou relativamente esquisita quanto à forma como algumas opiniões literárias são escritas... Confesso que não gosto muito de opiniões exaustivas, que acabam mais por fazer o resumo da história, do que, efectivamente, comentar a obra em si. Mas também existem aquelas opiniões literárias que ficam muito àquem das expectativas, como por exemplo, quando se resumem a dizer "Gostei. Li muito rápido. Recomendo". Em suma... Não gosto do oito, nem do oitenta. Há blogs que já deixei de visitar, dado que fazem opiniões tão exaustivas que "cansam" quem as vai ler, pois quantidade não é, definitivamente, qualidade.
Felizmente, existem blogs que conseguem realmente "dar cabo" da minha carteira, porque publicam opiniões bem estruturadas, simples e sinceras relativamente àquilo que leram, fazendo com que a minha wishlist vá aumentando assustadoramente...
É por isso que tenho de agradecer quem lidera esses blogs, que fazem parte das minhas visitas obrigatórias e diárias.
Um obrigado pela qualidade das vossas críticas!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A página de fãs portuguesa de Dorothy Koomson

Dorothy Koomson é uma das minhas autoras favoritas.
A Porto Editora acabou de criar uma página no Facebook dedicada a ela.
Sejam fãs, pois aparecerão muitas surpresas por lá!


Resultados do Passatempo "Margot - Estrelinha Azul"

Há uns terminou o passatempo "Margaret - Estrelinha Azul", em parceria com a Papiro Editora.
Mais uma vez, a adesão a este passatempo foi bastante elevada, uma vez que contou com 387 participações. Um muito obrigada a todos os participantes!
Do total das participações, 27 foram consideradas inválidas. Dessas 27 inválidas, 12 foram por respostas erradas/incompletas, 15 por moradas e dados repetidos/incompletos.

As respostas correctas eram:

1. Quando é que a Casa da Memória de Camões, em Constância, acolheu o lançamento do livro “Margot – Estrelinha Azul”, da autora Ana Paula Pinto (dia, mês e ano)?
R:
30 de Agosto de 2010.

2. Onde estavam sentados os personagens, quando olhavam o pôr-do-sol?
R:
No interior do Mercedes azul-escuro.

3. Este livro é um testemunho de quem?
R:
É o testemunho de uma mãe que assistiu à luta da filha contra o cancro ou Ana Paula Pinto
.

Mas, sem mais demoras, o vencedor é…

4 - Ana Luísa Neves (Azinhaga)

Muitos Parabéns!
O livro será enviado por mim, brevemente.
Quanto aos que não tiveram sorte neste, continuem a tentar!
As surpresas vão continuar a aparecer no meu blog!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"A Chave Maldita" de James Rollins

TÍTULO ORIGINAL: The Doomsday Key
AUTOR:
James Rollins
TRADUÇÃO: Joana Chaves
EDITORA: Difel
EDIÇÃO: Setembro de 2010
PÁGINAS: 400
ISBN: 9789722909785

SINOPSE


Universidade de Princeton. Um geneticista famoso morre num laboratório biológico de alta segurança. Em Roma, um arqueólogo do Vaticano é encontrado morto na Basílica de São Pedro. Em África, o filho de um senador americano é morto num acampamento da Cruz Vermelha. Três assassinatos em três continentes têm uma ligação terrível: todas as vítimas estão marcadas por uma cruz pagã druida, queimada na sua carne.
Os bizarros assassinatos conduzem o comandante Gray Pierce e a Força Sigma numa corrida contra o tempo para resolver um enigma que remonta a muitos séculos atrás, a um crime medonho contra a humanidade escondido num códice críptico medieval. A primeira peça do puzzle é descoberta num cadáver mumificado, enterrado num pântano inglês, um segredo horrível que ameaça a América e o mundo.
Ajudado por duas mulheres de seu passado - uma, a sua ex-amante, a outra, a sua nova parceira - Gray tem de reunir todas as peças de uma terrível verdade. Mas as revelações têm um custo elevado e, para salvar o futuro, Pierce terá que sacrificar uma das mulheres ao seu lado. Isso por si só pode não ser suficiente, à medida que o verdadeiro caminho para a salvação vai sendo revelado numa sombria profecia da maldição.
A Força Sigma enfrenta a maior ameaça que a Humanidade já conheceu, numa aventura que vai desde o Coliseu romano aos picos gelados da Noruega, a partir das ruínas de mosteiros medievais aos túmulos perdidos de reis Celtas. O último dos pesadelos é trancado dentro de um talismã enterrado por um santo morto - um artefacto antigo conhecido como a chave do Juízo Final.


A MINHA CRÍTICA

‘A Chave Maldita’ é uma viagem extasiante que tira o fôlego a qualquer um, através da sua história que é, simplesmente, fenomenal.
No início desta leitura, fica-se com a sensação de se estar a ler um livro de Dan Brown, dado a estruturação dos factos históricos e religiosos, misteriosamente interligados com os assassinatos que ocorreram. No entanto, rapidamente essa sensação se dissipa, pois James Rollins supera, em muito, a escrita de Dan Brown.
É admirável a forma como o autor conseguiu construir uma história tão cativante, ao mesmo tempo que envolve, de uma forma espantosa, os factos reais que notoriamente abarcaram uma pesquisa profunda por parte do mesmo.
Posso dizer que a única coisa ‘angustiante’ (que, na verdade, é um ponto super positivo), é o facto de o livro ser tão viciante, que é muito complicado parar de ler e interromper o seguimento dos acontecimentos. E isso apenas se torna ‘angustiante’, porque são 400 páginas de puro prazer e suspense, o que, com alguma falta de tempo por parte do leitor, pode tornar dolorosa a necessidade de interromper a história que tanto o envolve.
Desconhecia este autor, mas considero que foi uma surpresa extremamente agradável e que vai directamente para as minhas 'revelações-leitura' do ano, pelo que agradeço à Difel a oportunidade que me deu de descobrir a escrita de um autor tão talentoso.
Não tive dificuldade nenhuma em atribuir a classificação máxima a esta obra, porque revela uma rara mestria na construção de um enredo tão repleto de acção e qualidade.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

10/10 - Obra-Prima

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Resultados do Passatempo "O Espírito do Amor"

Na passada Sexta-Feira terminou o passatempo "O Espírito do Amor", em parceria com a Editorial Presença.
Devo dizer que fiquei surpreendida com a adesão a este passatempo, que, batendo os recordes dos passatempos realizados aqui no blog, contou com 427 participações. Um muito obrigada a todos os participantes!
Do total das participações, 35 foram consideradas inválidas. Dessas 35 inválidas, 20 foram por respostas erradas/incompletas, 13 por moradas e dados repetidos/incompletos e 2 por participações submetidas fora do tempo estipulado.

As respostas correctas eram:

1. O que é que, por vezes, vence a morte?
R:
O Amor.

2. Qual o nome da adaptação cinematográfica de "O Espírito do Amor"?
R:
Sempre Que Te Vejo ou Charlie St. Cloud.

3. Como se destacou Ben Sherwood, antes de ingressar no universo das letras?
R:
Como Jornalista.


Mas, sem mais demoras, o vencedor é…

60 - Sara Celorico (Setúbal)

Muitos Parabéns!
Os dados serão enviados para a editora, de forma a que a mesma proceda ao envio do prémio.
Quanto aos que não tiveram sorte neste, continuem a tentar!
As surpresas vão continuar a aparecer no meu blog!
 

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