sábado, 20 de fevereiro de 2010

"A Rapariga que Brilha no Escuro" de Joshilyn Jackson

TÍTULO ORIGINAL: The Girl Who Stopped Swimming
AUTOR:
Joshilyn Jackson
TRADUÇÃO: Nuno Batalha
COLECÇÃO: Romance
EDITORA: Quinta Essência , Leya
EDIÇÃO: Junho de 2009
PÁGINAS: 294
ISBN: 9789898228161

SINOPSE

O fantasma que Laurel vê a brilhar no escuro é só o primeiro sinal de que, afinal, nem tudo está bem na sua idílica vida… Laurel Gray Hawthorne tem tudo para ser feliz: um marido apaixonado, uma filha adorável e uma bela casa. Até que numa noite de Verão a sua vida perfeita desmorona-se e ela tem de enfrentar o passado que tão cuidadosamente escondeu de si e dos outros. Há treze anos que Laurel não via um fantasma. Mas a meio de uma quente noite de Agosto, ela acorda e vê o fantasma de uma rapariga junto á sua cama. Trata-se da adolescente Molly, a melhor amiga da sua filha. O fantasma conduz Laurel até ao seu pequeno corpo, a flutuar sem vida na piscina da família. Agora, com a polícia no jardim e os vizinhos a espreitar por cima da vedação, a vida cuidadosamente construída de Laurel abre fendas e o seu passado escoa-se por elas.Molly não repousará qté que alguém descubra o que lhe aconteceu de verdade. A vizinhança acredita tratar-se de um trágico acidente, Mas Laurel sente que há algo mais. Com a ajuda da irmã, Thalia, Laurel decide investigar o que realmente aconteceu à jovem. Mas, para decifrar o mistério, ela precisa de desvendar os segredos que rodeiam a sua própria família e enfrentar o que aconteceu há muitos, muitos anos - num dia que ela havia conseguido esquecer até então…

A MINHA CRÍTICA

Devorei este livro. Mas aquele devorar de uma ponta à outra, sem parar, durante horas seguidas. Uma leitura assustadoramente viciante, sedenta de juntar o puzzle.
Até é difícil acreditar na categoria Romance, depois de o ler... É muito mais que Romance... É Mistério, Suspense...
O único ponto fraco, que não me deixa dar a classificação máxima a esta obra, é o início do livro. Quando o comecei a ler, julguei-o de uma escrita confusa e complexa. Fiquei logo desiludida... Mas passadas algumas (poucas) páginas, isso desvaneceu-se de todo, passando de confusa a extremamente fluente e viciante. Por isso, se o lerem e sentirem o mesmo, não desistam, porque rapidamente serão surpreendidos com uma obra avassaladora.
Um ponto forte, para além da capacidade da autora nos prender à história é, sem dúvida, o seu humor. Houveram partes da leitura em que dei uma boa e forte gargalhada!
Não vou querer dizer muito mais, para não correr o risco de lançar algum spoiler e estragar-vos uma fantástica leitura, que reserva-vos muitas surpresas.
Depois de ler esta obra, Joshilyn Jackson entrou na minha lista de autores obrigatórios.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Helen Brown

Helen Brown é uma jornalista e escritora neo-zelandesa, que nasceu a 15 de Março de 1954, em Wellington, na Nova Zelândia. É licenciada em Jornalismo pela Universidade de Wellington. Começou por trabalhar numa publicação, na sua terra Natal, tendo-se posteriormente tornado uma popular colunista do Dominion. Continua actualmente a escrever para jornais da Nova Zelândia, país onde foi várias vezes distinguida como Colunista do Ano.




Títulos Publicados em Portugal:
  • Cleo (Caderno, Novembro de 2009)

"Cleo" de Helen Brown

TÍTULO ORIGINAL: Cleo
AUTOR:
Helen Brown
TRADUÇÃO: Elsa T. S. Vieira
COLECÇÃO: Cadernos de Estimação
EDITORA: Caderno , Leya
EDIÇÃO: Novembro de 2009
PÁGINAS: 352
ISBN: 9789892306698

SINOPSE

Helen estava na casa de uma amiga quando recebeu a notícia: Sam tinha acabado de morrer. Ainda pensou que Sam fosse um familiar qualquer distante, mas não, era mesmo o seu Sam, o seu filho mais velho: morreu atropelado, à frente do irmão mais novo. O mundo de Helen começou a ruir. Noites sem dormir, pensamentos suicidas, uma depressão profunda. Enquanto, à sua volta, a família se deixava levar pelo desespero, pelas discussões, pela tristeza infinita de perder um ente querido. Até que um dia bateram à porta. Era uma vizinha, trazia no colo um gato ainda bebé. Helen já nem se lembrava. Um mês antes tinha ido com os filhos ver uma ninhada, e prometera a Sam que lhe daria um dos gatinhos. E ali estava ele, uma impertinente bola de pêlo preto. O seu primeiro impulso foi rejeitar de imediato aquele pequeno intruso. Mas então viu Rob, o seu outro filho, a acariciar o bichano. E pela primeira vez em muito tempo, viu-o sorrir… Cleo tinha chegado a casa. E aos poucos começaria a devolver àquela família a alegria de viver.

A MINHA CRÍTICA

Com uma escrita simples, mas uma história rica, somos levados a conhecer esta família. Uma das coisas que me atraiu logo de início, foi o facto de esta ser uma história verídica, isto é, a autora é uma das personagens. Para quem me conhece, sabe também que, o facto de envolver um gato é factor, desde logo, favorecedor. No entanto, já tive muitas desilusões com este tipo de livros. Este foi uma agradável excepção! Adorei a história… Ri-me imenso com as diabruras de Cleo, a gata… Ri-me, essencialmente, por concluir que essas diabruras são muito semelhantes à que a minha gata faz. Apesar da tragédia que assolou esta família, somos convidados a assistir ao poder de uma gata conseguir, aos poucos, devolver um sorriso sincero aos membros desta família… Tal como a autora diz, ainda estamos, infelizmente, muito longe do respeito que devíamos ter pelos gatos. Seres sábios, companheiros, amigos… Seres que conseguem pressentir os nossos sentimentos e dedicar-nos um amor incondicional, ao mesmo tempo que são independentes e donos de si mesmos. Quem tem gatos, sabe do que falo. Também a estrutura desta história me atrai, pois as sábias frases que iniciam cada capítulo, são um dos pontos fortes deste livro. Recomendo a quem gosta de gatos, a quem pensa que não gosta de gatos e a quem os gatos são indiferentes. Boas leituras ;)

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Júlio Magalhães

Júlio Magalhães é um escritor e jornalista português, que nasceu a 7 de Fevereiro de 1963, no Porto, Portugal. Aos sete meses de idade foi para Angola, onde esteve um ano, e posteriormente para Sá da Bandeira (Lubango), onde esteve doze anos, tendo regressado para Portugal em 1975. Iniciou a sua carreira aos dezasseis anos, colaborando no jornal “O Comércio do Porto”, na área de desporto. Colaborou também no semanário “O Liberal” e na “Rádio Nova”. Em 1990 estreou-se como jornalista na RTP, sendo actualmente director de informação da TVI. “Os Retornados – Um Amor nunca se Esquece” é o seu primeiro romance.

Títulos Publicados em Portugal:
  • T'Antas Glórias (Prime Books, 2003)
  • Professor, Boa Noite! (Bertrand Editora, 2004)
  • Campeões Carago! (Prime Books, 2004)
  • T'Antas Glórias - Edição Especial (Prime Books, 2004)
  • O Meu 1º Livro do FCPorto (Prime Books, 2005)
  • Memorial do F. C. Porto – 100 Glórias (Quidnovi, 2006)
  • F. C. Porto - 100 Momentos (Quidnovi, 2007)
  • Os Retornados – Um Amor nunca se Esquece (A Esfera dos Livros, 2008)
  • 365 Razões para ser Portista (Quidnovi, 2008)
  • Um Amor Em Tempos de Guerra (A Esfera dos Livros, Setembro de 2009)
  • Longe do Meu Coração (A Esfera dos Livros, Outubro de 2010)

"Um Amor em Tempos de Guerra" de Júlio Magalhães

TÍTULO ORIGINAL: Um Amor em Tempos de Guerra
AUTOR:
Júlio Magalhães
COLECÇÃO: Romance
EDITORA: A Esfera dos Livros
EDIÇÃO: Setembro de 2009
PÁGINAS: 336
ISBN: 9789896261825

SINOPSE

António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua. Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra. Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.

A MINHA CRÍTICA

Vai ser difícil transpor para palavras aquilo que este livro significou para mim... É simplesmente fenomenal! Dotado de uma história de amor belíssima e de uma grande riqueza histórica, no que diz respeito aos tempos de guerra do Ultramar, é uma leitura extraordinária. É daqueles tipos de livro que, quando se agarra, não se solta mais! Já há muito tempo que nao lia um livro assim, fazendo-me ficar acordada até altas horas da madrugada. Não sou dos tempos que o livro retrata, pois nasci uns anos depois, mas talvez por isso, a leitura me tenha fascinado ainda mais. No entanto, estou certa de que, quem tenha vivido naqueles tempos, vai apreciar muito esta história que Júlio Magalhães tão bem nos conta. É uma leitura extremamente agradável, escrita num simples e típico Português. Confesso que fiquei com uma enorme vontade de ler o seu romance anterior: Os Retornados - Um amor nunca se esquece, estando este, desde já, acrescentado à minha wishlist. Vai ser difícil iniciar uma nova leitura, pois vou ter de desligar-me desta, nomeadamente das suas personagens magníficas, e isso, não vai ser tarefa nada fácil. Recomendo a quem queira ler "daqueles" livros que nos marcam e nos deixam embalados numa nostalgia inexplicável...

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mathias Malzieu

Mathias Malzieu é um cantor (vocalista da banda Dionysos) e escritor francês, que nasceu a 16 de Abril de 1974 em Montpellier, França.
A Mecânica do Coração é, para além do título de um livro, o nome do mais recente álbum da banda do autor, que foi Disco de Ouro em 2008.





Títulos Publicados em Portugal:

"A Mecânica do Coração" de Mathias Malzieu

TÍTULO ORIGINAL: La Mécanique du cœur
AUTOR:
Mathias Malzieu
TRADUÇÃO: Irene Daun e Lorena; Nuno Daun e Lorena
EDITORA: Contraponto
EDIÇÃO: Outubro de 2009
PÁGINAS: 144
ISBN: 9789896660208

SINOPSE

Edimburgo, 1874. Jack nasce no dia mais frio do mundo, com o coração… congelado. A Dr.ª Madeleine, a parteira (segundo alguns, uma bruxa) que o trouxe ao mundo, consegue salvar-lhe a vida instalando um mecanismo - um relógio de madeira - no seu peito, para ajudar a que o coração funcione. A prótese funciona e Jack sobrevive, mas com uma condição: terá sempre de se proteger das sobrecargas emocionais. Nada de raiva e, sobretudo, nada de amor. A Dr.ª Madeleine, que o adopta e vela pelo seu mecanismo, avisa: «o amor é perigoso para o teu coraçãozinho.» Mas não há mecânica capaz de fazer frente à vida e, um dia, uma pequena cantora de rua arrebata o coração - o mecânico e o verdadeiro - de Jack. Disposto a tudo para a conquistar, Jack parte numa peregrinação sentimental até à Andaluzia, a terra natal da sua amada, onde encontrará as delícias do amor… e a sua crueldade

A MINHA CRÍTICA

Lido num dia, este pequeno livro foi surpreendente. É uma história que tem tanto de surreal como de encantadora e apaixonante. Malzieu delicia-nos com uma escrita tão sincera, poética e fluente que nos fazem acreditar e morar, desde logo, neste mundo onde Jack vive.
É sob o prisma de Jack que o conhecemos desde que nasceu, assim como o seu mundo, onde surgem personagens tão surreais como ele. O seu coração é um relógio de cuco colocado por Madeleine, a médica louca da cidade e a parteira que o ajudou a nascer no dia mais gelado do mundo. Com o aviso sempre presente acerca fragilidade do seu coração, somos levados a viajar com Jack, na aventura de um perigoso amor. É um livro enternecedor, que nos traz uma história simples mas de enorme beleza, que merece ser lentamente saboreada, apesar de isso ser tarefa difícil de cumprir, dado a vontade enorme de saber o que vem a seguir! Mais um livro que não me desiludiu, mesmo com as expectativas altas que tinha antes de pegar nele!

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom
 

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