sábado, 2 de janeiro de 2010

Francesc Miralles

Francesc Miralles é um tradutor, músico e escritor espanhol, que nasceu a 27 de Agosto de 1968, na Catalunha, Barcelona. É licenciado em Jornalismo, Filologia Inglesa e Filologia Alemã, tendo também um mestrado em Edição de Livros, todos eles completados na Universidade Autónoma de Barcelona. Antes de se dedicar inteiramente à escrita, trabalhou como tradutor, editor e consultor literário. Escreveu diversos romances, além de livros infantis, de análise literária e de autoajuda.


Títulos publicados em Portugal:
  • O Melhor Lugar do Mundo é Aqui Mesmo (Editorial Presença, Maio de 2009)
  • Amor em Minúsculas (Contraponto, Julho de 2009)
  • Quem me dera que estivesses aqui (Contraponto, Maio de 2010)

"Amor em Minúsculas" de Francesc Miralles

TÍTULO ORIGINAL: Amor en Minúscula
AUTOR:
Francesc Miralles
TRADUÇÃO: Catarina Fonte
EDITORA: Contraponto
EDIÇÃO: Julho de 2009
PÁGINAS: 240
ISBN: 9789896660116

SINOPSE

Samuel é um professor universitário que vive no mais perfeito isolamento. Desperdiça os seus dias em idas e voltas entre o seu apartamento, onde se refugia em horas de leitura e música, e as entediantes aulas na Universidade de Barcelona, que o fazem sentir-se ainda mais desligado do mundo. Um dia, um inesperado visitante interrompe a sua solidão…

Quando um gatinho aparentemente abandonado lhe entra pela casa a dentro, tem início um elaborado enredo de coincidências escritas pelo destino. A «bolinha de pêlo» leva-o a conhecer várias personagens insólitas - o seu vizinho, um coleccionador de sabedorias do mundo; um estranho pseudoprofeta num café, obcecado com uma viagem à Lua; uma veterinária com dotes de psicóloga -, e até a redescobrir um amor de infância perdido. Enquanto Samuel vai abrindo as portas à vida, o leitor acompanha-o numa viagem pela história da arte, do cinema, da filosofia e da literatura, numa descoberta constante da beleza do quotidiano e do espanto pela vida. Um romance mágico e comovente, com ecos de Alice no País das Maravilhas e de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, que nos recorda como basta uma minúscula dose de amor para dar cor e música à vida…

A MINHA CRÍTICA

Mais uma vez foram a capa e o título que me fizeram desejar ler este livro. Como amante de gatos e de literatura romântica, não poderia deixar de achar a capa e a sinopse deste livro atractivas.
Curiosamente, a história não fala da história de um gato, mas sim, como a entrada inesperada de um gato provoca uma mudança total na vida de uma pessoa que sempre foi solitária. É com o gato Mishima que Samuel, o protagonista da história, vai começar a dar significado ao amor de pequenas coisas, aquelas que, à partida, parecem tão insignificantes. É assim que o título faz jus à história: Amor em Minúsculas, um amor de pequenas e importantes coisas. Esta obra foi, de facto, algo que me surpreendeu, uma vez que saiu completamente ao lado da ideia que eu tinha conjecturado pela capa e sinopse. Mas isso, não foi razão para desilusão, muito pelo contrário. É daquelas obras que nos fazem sentir um pouco mais ricos já que ela própria se envolve de muita cultura, não só na área da literatura, mas da história, da música, do amor, da simplicidade e riqueza da vida.
Foi um romance muito diferente de todos os que li até agora, mas é daqueles que recomendo a quem gosta de uma boa leitura. Aprovadíssimo!
Termino esta opinião com uma linda frase, de entre as muitas que o livro nos traz:
"(...)Não importa o que somos, mas o que fazemos com o que somos." (Francesc Miralles, 2009, pp.33)

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Selinho de Natal

Um grande obrigada à Laelany por este primeiro selinho.

Foi uma grande surpresa saber que algumas pessoas descobriram este meu cantinho!



Regras do selo:

1. Enumerar 5 livros que gostariam de receber no natal!

  • Frágil - Jodi Picoult
  • O Prazer da Noite - Sherrilyn Kenyon
  • Irresistível Tentação - Jill Mansell
  • Clube de Sangue - Charlaine Harris
  • Acheron - Sherrilyn Kenyon

2. Oferecer o selo no mínimo a 3 blogues.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Alice Kuipers

Alice Kuipers é uma escritora e professora britânica, que nasceu no ano de 1979, em Londres. Tirou um mestrado em Escrita Criativa na Universidade Manchester Metropolitan. Iniciou a sua carreira de escritora com obras de poesia e contos que foram publicados em revistas literárias. A Vida na Porta do Frigorífico é o seu primeiro romance.





Títulos publicados em Portugal:

"A Vida na Porta do Frigorífico" de Alice Kuipers

TÍTULO ORIGINAL: Life on the Refrigerator Door
AUTOR:
Alice Kuipers
TRADUÇÃO: Rita Graña
COLECÇÃO: Grandes Narrativas
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Outubro de 2009
PÁGINAS: 240
ISBN: 9789722342469

SINOPSE

Claire e a sua mãe vivem na mesma casa, mas, para todos os efeitos, é como se vivessem em planetas diferentes. As duas raramente se cruzam, e a porta do frigorífico acaba por se tornar a plataforma de contacto onde deixam recados uma à outra e se vão mantendo informadas acerca dos acontecimentos das suas vidas. Mas um dia Claire depara-se com um recado diferente do habitual, e a partir daí terá de lutar contra a distância que as separa e contra o tempo que se esgota… A Vida na Porta do Frigorífico é uma narrativa que mergulha no íntimo de uma relação entre mãe e filha e os sentimentos de apego, culpa, ressentimento e frustração que a convulsionam. Uma mensagem universal sobre o amor e a perda num romance de estreia comovente, que se lê de um fôlego.

A MINHA CRÍTICA

Posso dizer que este livro foi uma surpresa!
Como tinha adorado a capa e a sinopse, tinha participado num passatempo para ele, no entanto, não o tinha ganho, daí que decidi comprá-lo numa promoção online da presença.
Quando o abri, senti uma ponta de desilusão: Ora então, metade das páginas são praticamente em branco?!
Mas para além da desilusão nasceu também uma curiosidade muito forte… Pois, sem intenção de o fazer (e sem tempo para o ler), comecei a lê-lo de uma assentada! Assim… Sem parar! Foi uma leitura muito rápida mas muito intensa, pois retrata, para mim, uma área muito interessante… Que é a falta de tempo com que hoje vivemos e onde se inclui a falta de vida social com todos aqueles que nos são tão importantes… Tudo isso aliado a uma história emocionante que envereda pela área do sofrimento de uma família (mãe e filha) devido a uma doença que é, quase sempre, incurável. Foi uma boa experiência e, realmente, a metade de páginas em branco retrata, nada mais, nada menos, a originalidade da construção desta obra! Adorei!

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

sábado, 31 de outubro de 2009

Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares é um jornalista e escritor português, que nasceu a 25 de Junho de 1952 no Porto, Portugal. É filho da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares. A sua carreira profissional teve início primeiramente como advogado, a qual abdicou doze anos depois, em prol do jornalismo e da escrita literária. Actualmente colabora com a estação televisiva SIC e com o jornal Expresso, para além das obras literárias que continua a desenvolver.
Em 2006, venceu a 25ª edição do Prémio Grinzane Cavour para o melhor romance estrangeiro em Itália e, em 2007, ganhou o Prémio de Jornalismo e Comunicação Victor Cunha Rego.

Títulos publicados em Portugal:
  • O Dia dos Prodígios (Europa-América, [s/d])
  • Sahara, a República da Areia (Amigos do Livro, 1985)
  • O Segredo do Rio (Relógio D’Água, 1994, e Oficina do Livro, 2004)
  • Um Nómada no Oásis (Relógio D’Água, 1994)
  • Sul, Viagens (Relógio D’Água, 1998 e Oficina do Livro, 2004)
  • Anos Perdidos (Oficina do Livro, 2001)
  • Não Te Deixarei Morrer, David Crockett (Oficina do Livro, 2001)
  • Equador (Oficina do Livro, Maio de 2003)
  • O Planeta Branco (Oficina do Livro, Outubro de 2005)
  • Rio das Flores (Oficina do Livro, Outubro de 2007)
  • No Teu Deserto (Oficina do Livro, Julho de 2009)
  • Ismael e Chopin (Oficina do Livro, Junho de 2010)

"No Teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares

TÍTULO ORIGINAL: No Teu Deserto
AUTOR:
Miguel Sousa Tavares
EDITORA: Oficina do Livro , Leya
EDIÇÃO: Julho de 2009
PÁGINAS: 128
ISBN: 9789895554645

EXCERTO

“Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”

«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»

«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»

«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

A MINHA CRÍTICA


No teu deserto foi uma viagem curta, repleta de significado e de, ao mesmo tempo, simplicidade.
Gostei de fazer esta viagem que o autor nos leva a conhecer. Vinha com algumas expectativas relativamente a este livro, e posso dizer que não fiquei nada desiludida.
Não é um livro cheio de conteúdo, nem de uma história complexa, mas sim, um conjunto de momentos vividos entre o autor e Cláudia, numa aventura no deserto.
À medida que ía lendo, encontrava várias frases que me tocavam pela beleza que transmitiam.
Transcrevo aqui uma delas:

"A terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem sabe olhar" (Miguel Sousa Tavares, 2009, pp.51)

Esta viagem leva-nos a conhecer um relacionamento bonito e eterno, entre o autor e Cláudia. Não é, de facto, um Romance e, após a leitura, compreendi a classificação de "Quase Romance".
Apenas aponto como ponto negativo, o facto de, logo antes de começarmos a ler esta obra, o autor nos dizer que Cláudia morreu. Talvez isto tenha um pouco a ver comigo, mas não gosto de saber o que aconteceu no final da história, antes de a ler e de conhecer as personagens.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO


7/10 - Bom
 

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