terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Selinho de Natal

Um grande obrigada à Laelany por este primeiro selinho.

Foi uma grande surpresa saber que algumas pessoas descobriram este meu cantinho!



Regras do selo:

1. Enumerar 5 livros que gostariam de receber no natal!

  • Frágil - Jodi Picoult
  • O Prazer da Noite - Sherrilyn Kenyon
  • Irresistível Tentação - Jill Mansell
  • Clube de Sangue - Charlaine Harris
  • Acheron - Sherrilyn Kenyon

2. Oferecer o selo no mínimo a 3 blogues.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Alice Kuipers

Alice Kuipers é uma escritora e professora britânica, que nasceu no ano de 1979, em Londres. Tirou um mestrado em Escrita Criativa na Universidade Manchester Metropolitan. Iniciou a sua carreira de escritora com obras de poesia e contos que foram publicados em revistas literárias. A Vida na Porta do Frigorífico é o seu primeiro romance.





Títulos publicados em Portugal:

"A Vida na Porta do Frigorífico" de Alice Kuipers

TÍTULO ORIGINAL: Life on the Refrigerator Door
AUTOR:
Alice Kuipers
TRADUÇÃO: Rita Graña
COLECÇÃO: Grandes Narrativas
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Outubro de 2009
PÁGINAS: 240
ISBN: 9789722342469

SINOPSE

Claire e a sua mãe vivem na mesma casa, mas, para todos os efeitos, é como se vivessem em planetas diferentes. As duas raramente se cruzam, e a porta do frigorífico acaba por se tornar a plataforma de contacto onde deixam recados uma à outra e se vão mantendo informadas acerca dos acontecimentos das suas vidas. Mas um dia Claire depara-se com um recado diferente do habitual, e a partir daí terá de lutar contra a distância que as separa e contra o tempo que se esgota… A Vida na Porta do Frigorífico é uma narrativa que mergulha no íntimo de uma relação entre mãe e filha e os sentimentos de apego, culpa, ressentimento e frustração que a convulsionam. Uma mensagem universal sobre o amor e a perda num romance de estreia comovente, que se lê de um fôlego.

A MINHA CRÍTICA

Posso dizer que este livro foi uma surpresa!
Como tinha adorado a capa e a sinopse, tinha participado num passatempo para ele, no entanto, não o tinha ganho, daí que decidi comprá-lo numa promoção online da presença.
Quando o abri, senti uma ponta de desilusão: Ora então, metade das páginas são praticamente em branco?!
Mas para além da desilusão nasceu também uma curiosidade muito forte… Pois, sem intenção de o fazer (e sem tempo para o ler), comecei a lê-lo de uma assentada! Assim… Sem parar! Foi uma leitura muito rápida mas muito intensa, pois retrata, para mim, uma área muito interessante… Que é a falta de tempo com que hoje vivemos e onde se inclui a falta de vida social com todos aqueles que nos são tão importantes… Tudo isso aliado a uma história emocionante que envereda pela área do sofrimento de uma família (mãe e filha) devido a uma doença que é, quase sempre, incurável. Foi uma boa experiência e, realmente, a metade de páginas em branco retrata, nada mais, nada menos, a originalidade da construção desta obra! Adorei!

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

sábado, 31 de outubro de 2009

Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares é um jornalista e escritor português, que nasceu a 25 de Junho de 1952 no Porto, Portugal. É filho da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares. A sua carreira profissional teve início primeiramente como advogado, a qual abdicou doze anos depois, em prol do jornalismo e da escrita literária. Actualmente colabora com a estação televisiva SIC e com o jornal Expresso, para além das obras literárias que continua a desenvolver.
Em 2006, venceu a 25ª edição do Prémio Grinzane Cavour para o melhor romance estrangeiro em Itália e, em 2007, ganhou o Prémio de Jornalismo e Comunicação Victor Cunha Rego.

Títulos publicados em Portugal:
  • O Dia dos Prodígios (Europa-América, [s/d])
  • Sahara, a República da Areia (Amigos do Livro, 1985)
  • O Segredo do Rio (Relógio D’Água, 1994, e Oficina do Livro, 2004)
  • Um Nómada no Oásis (Relógio D’Água, 1994)
  • Sul, Viagens (Relógio D’Água, 1998 e Oficina do Livro, 2004)
  • Anos Perdidos (Oficina do Livro, 2001)
  • Não Te Deixarei Morrer, David Crockett (Oficina do Livro, 2001)
  • Equador (Oficina do Livro, Maio de 2003)
  • O Planeta Branco (Oficina do Livro, Outubro de 2005)
  • Rio das Flores (Oficina do Livro, Outubro de 2007)
  • No Teu Deserto (Oficina do Livro, Julho de 2009)
  • Ismael e Chopin (Oficina do Livro, Junho de 2010)

"No Teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares

TÍTULO ORIGINAL: No Teu Deserto
AUTOR:
Miguel Sousa Tavares
EDITORA: Oficina do Livro , Leya
EDIÇÃO: Julho de 2009
PÁGINAS: 128
ISBN: 9789895554645

EXCERTO

“Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”

«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»

«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»

«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

A MINHA CRÍTICA


No teu deserto foi uma viagem curta, repleta de significado e de, ao mesmo tempo, simplicidade.
Gostei de fazer esta viagem que o autor nos leva a conhecer. Vinha com algumas expectativas relativamente a este livro, e posso dizer que não fiquei nada desiludida.
Não é um livro cheio de conteúdo, nem de uma história complexa, mas sim, um conjunto de momentos vividos entre o autor e Cláudia, numa aventura no deserto.
À medida que ía lendo, encontrava várias frases que me tocavam pela beleza que transmitiam.
Transcrevo aqui uma delas:

"A terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem sabe olhar" (Miguel Sousa Tavares, 2009, pp.51)

Esta viagem leva-nos a conhecer um relacionamento bonito e eterno, entre o autor e Cláudia. Não é, de facto, um Romance e, após a leitura, compreendi a classificação de "Quase Romance".
Apenas aponto como ponto negativo, o facto de, logo antes de começarmos a ler esta obra, o autor nos dizer que Cláudia morreu. Talvez isto tenha um pouco a ver comigo, mas não gosto de saber o que aconteceu no final da história, antes de a ler e de conhecer as personagens.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO


7/10 - Bom

domingo, 25 de outubro de 2009

Anna Casanovas

Anna Casanovas é uma escritora e advogada espanhola, que nasceu no ano de 1975, em Calella, Barcelona. É licenciada em Direito, tendo começado a trabalhar numa instituição financeira, local onde permanecia aquando a publicação do seu primeiro romance “Ninguém como Tu”. A sua maior inspiração para a escrita advém dos seus cinco irmãos mais novos, do seu marido e das leituras que gosta de fazer regularmente, uma vez que é apaixonada pela leitura.

Títulos e Artigos Publicados em Portugal
  • Ninguém Como Tu (Quidnovi, Fevereiro de 2009)
  • Amor em Lume Brando (Quidnovi, Fevereiro de 2010)

"Ninguém como tu" de Anna Casanovas

TÍTULO ORIGINAL: Nadie como tú
AUTOR:
Anna Casanovas
TRADUÇÃO: Isabel Fraga
COLECÇÃO: Framboesa
EDITORA: Quidnovi
EDIÇÃO: Fevereiro de 2009
PÁGINAS: 280
ISBN: 9789896281205

SINOPSE

Ágata Martí tem vinte e seis anos, um trabalho mal pago e vive sozinha num apartamento em Barcelona. Numa manhã de Inverno, pouco depois do Natal, decide que chegou o momento de dar uma volta à sua vida... E a ideia de Guillermo, o irmão mais velho, de a mandar trabalhar para Londres, não é de modo algum despropositada. Gabriel Trevelyan, hoje um reputado jornalista em Londres, costumava refugiar-se em casa de Guillermo Martí nos períodos difíceis da sua infância. Por isso, quando o amigo lhe liga pedindo-lhe um favor muito especial, é incapaz de lhe dizer que não. Ágata e Gabriel voltam a encontrar-se após treze anos e ambos se dão conta de que as coisas não mudaram entre eles. Para ela, nunca existiu ninguém como Gabriel, o rapaz que a beijou pela primeira vez. Para ele nunca houve ninguém como Ágata, a única rapariga capaz de lhe chegar à alma. No entanto, Gabriel não confia no amor e Ágata não está disposta a conformar-se com menos.

A MINHA CRÍTICA

O que dizer deste livro?
Simples, leve e doce. São as três palavras com que caracterizo esta obra. Não a senti como extraordinariamente excelente, mas considero-a como uma boa leitura de fim de tarde.
Esta obra mostra-nos uma história romântica simples, que nos faz ver como é possível perdoar quando se ama de verdade, mesmo que seja um perdão de algo, aparentemente, imperdoável.
É uma leitura fácil e que apaixona qualquer um.
Ágata é umas das personagens que se mostra bastante corajosa ao longo de todo o desenrolar da história, uma vez que, se entrega totalmente a este novo amor que lhe surge. Já Gabriel, com todo o seu passado familiar, está renitente em aceitar e revelar o que sente, acabando por quase destruir o elemento essencial para a sua felicidade.
A única coisa que posso dizer que menos gostei, foi o facto de, logo de ínicio, se saber uma parte do que iria acontecer no final. Para mim, isso foi um grande ponto negativo, pois preferia ter lido aquela parte inicial no sítio, cronologicamente, correcto.
Apesar disso, é uma obra que recomendo, sem reservas, a qualquer apreciador de leitura romântica.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom
 

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