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domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Eles Estão Entre Nós" de James Van Praagh

TÍTULO ORIGINAL: Ghosts Among Us - Uncovering the Truth
AUTOR:
James Van Praagh
TRADUÇÃO: Margarida Pacheco
EDITORA: Pergaminho
EDIÇÃO: Junho de 2009
PÁGINAS: 216
ISBN: 9789727118960

SINOPSE

Todos nós adoramos uma boa história de fantasmas. Talvez o nosso fascínio pelo sobrenatural tenha origem no facto de quase todos nós termos tido, a certa altura da vida, uma experiência que não conseguimos explicar racionalmente. Quer se trate de uma intuição inexplicável, de uma premonição ou da mera sensação da presença de algo ou alguém que apenas nós sentimos, o sobrenatural já tocou a vida de quase todos nós. Desde a mais tenra idade que James Van Praagh contacta com uma dimensão que poucos conseguem ver, tendo dedicado toda a sua vida a explicar-nos em que consiste essa dimensão - o Além. Eles Estão Entre Nós leva o leitor numa viagem fantástica e inspiradora pelo mundo dos espíritos e oferece respostas a um dos maiores mistérios de sempre: o que nos acontece depois da morte?

A MINHA CRÍTICA


Por muito tempo desejei ter este livro, desde o momento em que soube do seu lançamento. Recebi-o de prenda de Natal, mas só agora consegui concluir a sua leitura, devido a sobrecarga académica, no entanto, posso dizer que, apesar do tempo que demorei, foi uma experiência muito agradável.
Sempre acreditei em algo exterior ao mundo físico, em qualquer coisa que não conseguimos explicar e de que, muitas vezes temos medo. Este livro fez-me pensar mais sobre algumas coisas que me acontecem e para as quais eu não sei explicar, dando-lhes hoje, muito mais significado. Compreendo também que existem realmente coisas que funcionam, como por exemplo os banais "pensamentos positivos", que nos conseguem realmente fazer as coisas correrem melhor, assim como os "pensamentos negativos" que conseguem mesmo trazer-nos maus momentos. Gostei do livro, porque para além de me interessar muito este tema, descobri coisas novas e tornei-me muito mais reflexiva perante determinadas situações que, muitas vezes, desvalorizava.
O leitor tem uma escrita leve que a mim prendeu-me, porque o assunto me interessa, no entanto, acredito que a quem o assunto não chame, a leitura possa não ser apelativa.
Recomendo a quem quer uma leitura de agradáveis descobertas.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO


7/10 - Bom

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Amor em Minúsculas" de Francesc Miralles

TÍTULO ORIGINAL: Amor en Minúscula
AUTOR:
Francesc Miralles
TRADUÇÃO: Catarina Fonte
EDITORA: Contraponto
EDIÇÃO: Julho de 2009
PÁGINAS: 240
ISBN: 9789896660116

SINOPSE

Samuel é um professor universitário que vive no mais perfeito isolamento. Desperdiça os seus dias em idas e voltas entre o seu apartamento, onde se refugia em horas de leitura e música, e as entediantes aulas na Universidade de Barcelona, que o fazem sentir-se ainda mais desligado do mundo. Um dia, um inesperado visitante interrompe a sua solidão…

Quando um gatinho aparentemente abandonado lhe entra pela casa a dentro, tem início um elaborado enredo de coincidências escritas pelo destino. A «bolinha de pêlo» leva-o a conhecer várias personagens insólitas - o seu vizinho, um coleccionador de sabedorias do mundo; um estranho pseudoprofeta num café, obcecado com uma viagem à Lua; uma veterinária com dotes de psicóloga -, e até a redescobrir um amor de infância perdido. Enquanto Samuel vai abrindo as portas à vida, o leitor acompanha-o numa viagem pela história da arte, do cinema, da filosofia e da literatura, numa descoberta constante da beleza do quotidiano e do espanto pela vida. Um romance mágico e comovente, com ecos de Alice no País das Maravilhas e de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, que nos recorda como basta uma minúscula dose de amor para dar cor e música à vida…

A MINHA CRÍTICA

Mais uma vez foram a capa e o título que me fizeram desejar ler este livro. Como amante de gatos e de literatura romântica, não poderia deixar de achar a capa e a sinopse deste livro atractivas.
Curiosamente, a história não fala da história de um gato, mas sim, como a entrada inesperada de um gato provoca uma mudança total na vida de uma pessoa que sempre foi solitária. É com o gato Mishima que Samuel, o protagonista da história, vai começar a dar significado ao amor de pequenas coisas, aquelas que, à partida, parecem tão insignificantes. É assim que o título faz jus à história: Amor em Minúsculas, um amor de pequenas e importantes coisas. Esta obra foi, de facto, algo que me surpreendeu, uma vez que saiu completamente ao lado da ideia que eu tinha conjecturado pela capa e sinopse. Mas isso, não foi razão para desilusão, muito pelo contrário. É daquelas obras que nos fazem sentir um pouco mais ricos já que ela própria se envolve de muita cultura, não só na área da literatura, mas da história, da música, do amor, da simplicidade e riqueza da vida.
Foi um romance muito diferente de todos os que li até agora, mas é daqueles que recomendo a quem gosta de uma boa leitura. Aprovadíssimo!
Termino esta opinião com uma linda frase, de entre as muitas que o livro nos traz:
"(...)Não importa o que somos, mas o que fazemos com o que somos." (Francesc Miralles, 2009, pp.33)

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

domingo, 6 de dezembro de 2009

"A Vida na Porta do Frigorífico" de Alice Kuipers

TÍTULO ORIGINAL: Life on the Refrigerator Door
AUTOR:
Alice Kuipers
TRADUÇÃO: Rita Graña
COLECÇÃO: Grandes Narrativas
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Outubro de 2009
PÁGINAS: 240
ISBN: 9789722342469

SINOPSE

Claire e a sua mãe vivem na mesma casa, mas, para todos os efeitos, é como se vivessem em planetas diferentes. As duas raramente se cruzam, e a porta do frigorífico acaba por se tornar a plataforma de contacto onde deixam recados uma à outra e se vão mantendo informadas acerca dos acontecimentos das suas vidas. Mas um dia Claire depara-se com um recado diferente do habitual, e a partir daí terá de lutar contra a distância que as separa e contra o tempo que se esgota… A Vida na Porta do Frigorífico é uma narrativa que mergulha no íntimo de uma relação entre mãe e filha e os sentimentos de apego, culpa, ressentimento e frustração que a convulsionam. Uma mensagem universal sobre o amor e a perda num romance de estreia comovente, que se lê de um fôlego.

A MINHA CRÍTICA

Posso dizer que este livro foi uma surpresa!
Como tinha adorado a capa e a sinopse, tinha participado num passatempo para ele, no entanto, não o tinha ganho, daí que decidi comprá-lo numa promoção online da presença.
Quando o abri, senti uma ponta de desilusão: Ora então, metade das páginas são praticamente em branco?!
Mas para além da desilusão nasceu também uma curiosidade muito forte… Pois, sem intenção de o fazer (e sem tempo para o ler), comecei a lê-lo de uma assentada! Assim… Sem parar! Foi uma leitura muito rápida mas muito intensa, pois retrata, para mim, uma área muito interessante… Que é a falta de tempo com que hoje vivemos e onde se inclui a falta de vida social com todos aqueles que nos são tão importantes… Tudo isso aliado a uma história emocionante que envereda pela área do sofrimento de uma família (mãe e filha) devido a uma doença que é, quase sempre, incurável. Foi uma boa experiência e, realmente, a metade de páginas em branco retrata, nada mais, nada menos, a originalidade da construção desta obra! Adorei!

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

sábado, 31 de outubro de 2009

"No Teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares

TÍTULO ORIGINAL: No Teu Deserto
AUTOR:
Miguel Sousa Tavares
EDITORA: Oficina do Livro , Leya
EDIÇÃO: Julho de 2009
PÁGINAS: 128
ISBN: 9789895554645

EXCERTO

“Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”

«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»

«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»

«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

A MINHA CRÍTICA


No teu deserto foi uma viagem curta, repleta de significado e de, ao mesmo tempo, simplicidade.
Gostei de fazer esta viagem que o autor nos leva a conhecer. Vinha com algumas expectativas relativamente a este livro, e posso dizer que não fiquei nada desiludida.
Não é um livro cheio de conteúdo, nem de uma história complexa, mas sim, um conjunto de momentos vividos entre o autor e Cláudia, numa aventura no deserto.
À medida que ía lendo, encontrava várias frases que me tocavam pela beleza que transmitiam.
Transcrevo aqui uma delas:

"A terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem sabe olhar" (Miguel Sousa Tavares, 2009, pp.51)

Esta viagem leva-nos a conhecer um relacionamento bonito e eterno, entre o autor e Cláudia. Não é, de facto, um Romance e, após a leitura, compreendi a classificação de "Quase Romance".
Apenas aponto como ponto negativo, o facto de, logo antes de começarmos a ler esta obra, o autor nos dizer que Cláudia morreu. Talvez isto tenha um pouco a ver comigo, mas não gosto de saber o que aconteceu no final da história, antes de a ler e de conhecer as personagens.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO


7/10 - Bom

domingo, 25 de outubro de 2009

"Ninguém como tu" de Anna Casanovas

TÍTULO ORIGINAL: Nadie como tú
AUTOR:
Anna Casanovas
TRADUÇÃO: Isabel Fraga
COLECÇÃO: Framboesa
EDITORA: Quidnovi
EDIÇÃO: Fevereiro de 2009
PÁGINAS: 280
ISBN: 9789896281205

SINOPSE

Ágata Martí tem vinte e seis anos, um trabalho mal pago e vive sozinha num apartamento em Barcelona. Numa manhã de Inverno, pouco depois do Natal, decide que chegou o momento de dar uma volta à sua vida... E a ideia de Guillermo, o irmão mais velho, de a mandar trabalhar para Londres, não é de modo algum despropositada. Gabriel Trevelyan, hoje um reputado jornalista em Londres, costumava refugiar-se em casa de Guillermo Martí nos períodos difíceis da sua infância. Por isso, quando o amigo lhe liga pedindo-lhe um favor muito especial, é incapaz de lhe dizer que não. Ágata e Gabriel voltam a encontrar-se após treze anos e ambos se dão conta de que as coisas não mudaram entre eles. Para ela, nunca existiu ninguém como Gabriel, o rapaz que a beijou pela primeira vez. Para ele nunca houve ninguém como Ágata, a única rapariga capaz de lhe chegar à alma. No entanto, Gabriel não confia no amor e Ágata não está disposta a conformar-se com menos.

A MINHA CRÍTICA

O que dizer deste livro?
Simples, leve e doce. São as três palavras com que caracterizo esta obra. Não a senti como extraordinariamente excelente, mas considero-a como uma boa leitura de fim de tarde.
Esta obra mostra-nos uma história romântica simples, que nos faz ver como é possível perdoar quando se ama de verdade, mesmo que seja um perdão de algo, aparentemente, imperdoável.
É uma leitura fácil e que apaixona qualquer um.
Ágata é umas das personagens que se mostra bastante corajosa ao longo de todo o desenrolar da história, uma vez que, se entrega totalmente a este novo amor que lhe surge. Já Gabriel, com todo o seu passado familiar, está renitente em aceitar e revelar o que sente, acabando por quase destruir o elemento essencial para a sua felicidade.
A única coisa que posso dizer que menos gostei, foi o facto de, logo de ínicio, se saber uma parte do que iria acontecer no final. Para mim, isso foi um grande ponto negativo, pois preferia ter lido aquela parte inicial no sítio, cronologicamente, correcto.
Apesar disso, é uma obra que recomendo, sem reservas, a qualquer apreciador de leitura romântica.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

sábado, 3 de outubro de 2009

"Para a Minha Irmã" de Jodi Picoult

TÍTULO ORIGINAL: My Sister's Keeper
AUTOR:
Jodi Picoult
TRADUÇÃO: Ana Figueira
COLECÇÃO: Romance
EDITORA: Civilização Editora
EDIÇÃO: Novembro de 2005
PÁGINAS: 408
ISBN: 9789722623704

SINOPSE

Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.
Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã? Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação? A narrativa muda de personagem para personagem de modo que o leitor pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado e da tutora ad litem, destacada pelo tribunal para representar Anna.

A MINHA CRÍTICA

Jodi Picoult, mais uma vez, surpreendeu-me.
Li este livro em pouco mais de 3 dias. Estou fascinada e ainda um pouco abalada com o facto de a história já ter terminado. É um livro que nos toca tão profundamente, que se torna difícil conseguir esquecê-lo. Neste livro, Picoult começa logo por se desmarcar dos outros livros comuns pelo facto de não dividir a história em capítulos, mas sim, pela visão e vivência de cada maravilhosa personagem que ela cria e nos permite conhecer. À medida que a história se desenrola, somos surpreendidos com uma família que não é como as outras, uma vez que esta tem de conviver, em conjunto, com um problema que não tem solução. Picoult consegue trazer-nos, ao mesmo tempo que escreve uma história maravilhosa, conhecimentos específicos de uma determinada área, os quais revelam uma pesquisa intensa e aprofundada da mesma por parte da autora. Li este livro influenciada pelo facto de este ter sido adaptado ao cinema e, por a curiosidade ter sido mais forte em lê-lo do que em ir ver o filme ao cinema. Agora tenho alguma curiosidade em ir ver o filme, apesar de me desagradar a ideia de terem alterado o final da história com a "desculpa" de não ser tão trágico. O que é certo, é que fiquei com vontade de estar de novo perto destas personagens que, da forma como Picoult nos apresenta, se tornam eternas na nossa memória.
É, sem dúvida, um livro que recomendo a quem queira passar algumas horas de puro prazer com uma leitura de excelente qualidade, à qual Jodi Picoult já nos habitou a ter.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

10/10 - Obra-Prima
 

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