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segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Amanhecer" de Stephenie Meyer

TÍTULO ORIGINAL: Breaking Dawn
AUTOR:
Stephenie Meyer
TRADUÇÃO:
Maria Peres
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Junho de 2009
PÁGINAS: 770
ISBN: 9789895575886

SINOPSE


«Amares aquele que te matava, deixava-te sem outra opção. Como poderias fugir ou lutar, se ao fazê-lo magoarias o teu amor? Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como recusá-la a alguém que amavas verdadeiramente?» Para Bella Swan, o amor inelutável por um vampiro enreda-se, de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva. Impelida, num sentido, pela sua paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentara um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que a irá colocar perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs. Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida - inicialmente desvendada em Crepúsculo, e, depois, estilhaçada e dilacerada em Lua Nova e Eclipse - parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, será que irão terminar destruídos... para sempre?

A MINHA CRÍTICA

Terminado o livro anterior, sente-se uma certa melancolia, devido ao destino de uma personagem que, para não lançar spoilers, não vou referir o nome.
Mas para além dessa melancolia, também existe, em paralelo, uma grande esperança pelo destino de Bella e Edward.
A sensação é a de querer saber todas as respostas que nos foram lançadas até aqui.
Fui avisada de que, este livro seria bastante previsível, mas vou ter de discordar, em parte dessa opinião.
E isso deve-se a um dos acontecimentos que se revelam logo após a parte inicial do livro, quando o mais improvável, entre Bella e Edward, acontece.
É claro que achei esse acontecimento tão improvável, devido a várias evidências que a autora nos foi dando ao longo dos livros, que é-me impossível considerar que seria previsível.
Aquilo que esse acontecimento desencadeia é que sim, poderá estar em sintonia com aquilo que o leitor achava que ia acontecer, no entanto, com contornos bastante alterados (pelo menos, de acordo com aquilo que tinha imaginado).
Considero que este foi o melhor livro da saga, sem qualquer margem para dúvida, mas também não queria deixar de referir que a parte final desilude um pouco, parecendo ligeiramente “deslavado” e pouco convincente.
Foi uma pena ter sido este o final de um livro que havia melhorado bastante de qualidade, comparativamente aos anteriores, sendo, por isso, e pela continuação dos erros de tradução, que não lhe atribuo a classificação mais elevada.
Como balanço geral da saga, posso dizer que é positivo, porque nos deixa levar facilmente numa leitura leve e fluente, mas posso dizer também que já li coisas bem melhores, com muito melhor conteúdo e “substância”.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

"Eclipse" de Stephenie Meyer

TÍTULO ORIGINAL: Eclipse
AUTOR:
Stephenie Meyer
TRADUÇÃO:
Ana Mendes Lopes
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Maio de 2008
PÁGINAS: 608
ISBN: 9789895575183

SINOPSE


No silêncio mortífero que se gerou, todos os detalhes começaram a fazer sentido, como se tivesse sofrido um afluxo súbito de compreensão. Alguma coisa que Edward não queria que eu soubesse. Alguma coisa que Jacob não me teria ocultado. Alguma coisa que fazia com que os Cullen e os lobos andassem a vigiar a floresta, movimentando-se perigosamente perto uns dos outros. Alguma coisa que eu estava à espera há muito tempo. Alguma coisa que sabia que ia acontecer novamente, por muito que desejasse que não acontecesse. Isto nunca vai acabar, pois não?

A MINHA CRÍTICA

Quando parti para a leitura de Eclipse, já tinha alterado bastante a imagem negra desta saga, e posso dizer que este livro não desilude.
Finalmente, existe mais alguma acção neste livro!
Finalmente, consegui ficar expectante pelo que iria acontecer de seguida!
Finalmente, parece que a história começa a desenrolar-se!
Não posso deixar de continuar a evidenciar o excesso de descrição das emoções de Bella e das suas indecisões, bem como os erros de tradução, que continuam bem patentes.
No entanto, parece que a história começa a ter mais adrenalina, deixando de ser só o romance “cor-de-rosa”.
Depois de ler este livro, fui ler também algumas opiniões literárias, pois estava curiosa em sabê-las, no entanto, deparo-me que este é, para alguns, o pior livro da saga. Conclusão: Eu devo ser muito diferente!
A leitura é realmente algo muito subjectiva e muito pessoal, daí as opiniões tão díspares.
Posso dizer que este foi o único livro que me fez pegar no livro seguinte com mais vontade e mais curiosidade de saber como termina esta história e, só por isso, já o considero muito melhor que os anteriores.
Diria até que, se fosse para ter desistido, teria desistido no primeiro livro, mas nunca neste, onde finalmente o interesse aumenta e onde o final se aproxima.
Espero, sinceramente, que Amanhecer não desiluda as minhas expectativas…

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

"Lua Nova" de Stephenie Meyer

TÍTULO ORIGINAL: New Moon
AUTOR:
Stephenie Meyer
TRADUÇÃO:
Vera Falcão Martins
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Outubro de 2007
PÁGINAS: 512
ISBN: 9789895574469

SINOPSE


Para Bella Swan, existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é mais perigoso do que alguma vez ela poderia imaginar. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhes são queridos, eles apercebem-se de que os problemas podem estar apenas a começar...

A MINHA CRÍTICA

Apesar de Crepúsculo não me ter elevado as expectativas que tinha para esta saga, também não as levou para um nível muito baixo, dado que, apesar dos defeitos que referi na crítica anterior, o livro tem uma escrita bastante leve e “apetecível” ao leitor, captando facilmente a sua atenção.
Lua Nova, felizmente, veio trazer alguma melhoria a esta saga, no meu ponto de vista pessoal.
Traz algumas mudanças e mais uma pequena “pitada” de acção, dado que explora um pouco mais uma das personagens que havia sido introduzida no livro anterior.
Infelizmente ainda mantém um romance “cor-de-rosa” demais (que já percebi que será sempre assim), bem como os muitos erros de tradução que estes livros têm vindo a apresentar, o que é de lamentar.
Aquilo que menos gostei neste livro foi a excessiva descrição da autora dos sentimentos de Bella, quando esta sofre uma perda. É uma descrição minuciosa, mas que peca pelo exagero, uma vez que aborrece.
É novamente a reviravolta a meio do livro que traz uma “lufada” de ar fresco ao leitor, uma vez que o suspense e a acção conseguem fazer desejar que as páginas passem mais rápido.
O início da leitura desta saga não foi das melhores experiências, no entanto, confesso que este livro me eleva algumas esperanças, dado que demonstra alguma evolução da autora.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

"Crepúsculo" de Stephenie Meyer

TÍTULO ORIGINAL: Twilight
AUTOR:
Stephenie Meyer
TRADUÇÃO:
Vera Falcão Martins
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Outubro de 2006
PÁGINAS: 480
ISBN: 9789895573554

SINOPSE


A mudança de Isabella Swan para Forks — uma cidade pequena do estado de Washington — podia ter sido o passo mais entediante que ela jamais dera. No entanto, quando ela conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora. Até este momento, Edward conseguiu manter a sua identidade vampírica em segredo na comunidade em que vive. A partir de agora, porém, ninguém está a salvo, sobretudo Isabella, a pessoa que Edward mais preza. O casal de namorados dá por si precariamente equilibrado no fio da navalha — entre o desejo e o perigo.

A MINHA CRÍTICA

Há muito que tinha esta saga para ler, mas por variadas razões, nunca tinha pegado nela.
Comprei a saga inteira ao mesmo tempo (excepto o Amanhecer, que só saiu uns meses depois), muito antes de haver esta febre doentia e juvenil que se vê hoje em dia, à conta dos respectivos filmes.
Uma das razões pela qual ainda não tinha pegado nela (e a mais forte), foi exactamente pela fama e pela “população-alvo” que posteriormente atingiu, uma vez que vi coisas tão ridículas (e contínuo a ver) que, de certa forma, me repeliam a ler os livros.
Embora saiba que muita dessa maluqueira e parvoíce que por aí ronda foi e é à conta dos actores principais, fiquei sempre de “pé atrás” com esta saga.
Mas havia sempre aquela esperança de que, por detrás de miúdas histéricas a suspirarem pelo Edward do filme, existia um livro que iria superar em muito a qualidade do filme, que atraiu tantas mentes pobres da literatura.
Talvez por já ter esta opinião prévia, o princípio de Crepúsculo não me convenceu muito.
Cheguei mesmo a achar aquelas descrições relativas à atracção entre Bella e Edward muito imaturas e com tão pouco conteúdo, que estava a perder a minha esperança em relação aos livros também.
Felizmente que o livro começou a mudar de rumo e a não ser apenas e só “Bella, estou atraído por ti” e “Edward, és lindo”, porque se assim o fosse, esta saga poderia ter tido uma crítica literária muito má.
À parte do romance sobrenatural e demasiado “cor-de-rosa”, que até enjoa, este livro tem uma parte boa, que é quando mete alguma (por pouca que seja) acção.
Essa é realmente a parte que salva este livro, porque apesar de gostar de ler romances, o romance de Bella e Edward tinha descrições que chegavam a ser mesmo enfadonhas e infantis demais.
Fico com curiosidade suficiente para continuar a ler esta saga, mas não posso deixar de referir que a qualidade e conteúdo desta literatura é muito pobre, comparativamente ao que tenho estado habituada a ler.
Tenho também de acrescentar que, após ler este livro, decidi-me a ver o filme, no entanto, arrependi-me seriamente do tempo perdido que despendi para tal. O filme deteriora o livro completamente, baixando muitos níveis a qualidade da história, que é muito alterada e desilude totalmente.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

"O Cântico dos Mendini" de Brian Keaney

TÍTULO ORIGINAL: The Mendini Canticle
AUTOR:
Brian Keaney
TRADUÇÃO:
Susana Rodrigues de Carvalho
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Fevereiro de 2010
PÁGINAS: 160
ISBN: 9789895576951

SINOPSE


O desenrolar dos acontecimentos que marcaram "O Espelho Quebrado" é arrebatado com o final da trilogia "As Promessas de Dr. Sigmundus".
Os leitores são transportados para reinos bizarros, povoados por criaturas míticas, onde persiste a busca pela liberdade e auto-determinação.
Dante e Bea, os protagonistas adolescentes, embarcam numa viagem excitante e plena de reflexão, que terá muito para oferecer…
É uma trilogia para os fãs do Fantástico, além de extremamente acessível aos menos aficionados por este género literário.


A MINHA CRÍTICA

Os meus visitantes até estarão, de certo, a estranhar como é que foi possível eu escrever as opiniões referentes a esta trilogia com tão pouco tempo de intervalo.
A razão disso é, não só a rapidez com que li esta trilogia, mas também pelo facto de eu ter vindo a escrever estas opiniões sempre que terminava cada um dos livros, de forma a não deturpar as verdadeiras sensações que cada um me despertava.
Quando se pega neste livro, a ansiedade é muita, uma vez que a reviravolta no mundo de Dante e seus amigos é total.
Em semelhança ao anterior, também este é repleto de muita acção e aventura.
É completamente impossível imaginar como terminará esta história, e é-se surpreendido a cada página virada.
Este foi daqueles livros que não consegui mesmo parar de ler, do início ao fim, fazendo-me ficar acordada até madrugada, deixando um misto de satisfação e tristeza ao terminar, por não haver mais um quarto livro, e assim não poder acompanhar mais estes personagens.
É inevitável que esta última crítica seja um balanço não só do último livro, mas também de toda a trilogia, no geral. Esta foi, para mim, uma grande revelação e a descoberta de um autor que, apesar de pouco conhecido, tem uma deliciosa e prodigiosa forma de elaborar histórias.
O culminar desta trilogia não desilude e deixa-nos com um sorriso matreiro no rosto, de tão engenhosa que é.
Foram três livros, lidos em apenas um dia, que não me vão deixar indiferente, quando souber de outras obras deste autor.
Apesar de muitas vezes me desiludir quando experimento um novo autor, também muitas vezes acontece sair a ganhar, com valiosas descobertas da literatura, como esta trilogia se revelou para mim.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

"Espelho Quebrado" de Brian Keaney

TÍTULO ORIGINAL: The Gallow Glass
AUTOR:
Brian Keaney
TRADUÇÃO:
Susana Rodrigues de Carvalho
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Junho de 2009
PÁGINAS: 176
ISBN: 9789895575923

SINOPSE


Governada pelo tirano Dr. Sigmundus, Gehenna é um país onde as leis devem ser obedecidas sem questionar e onde ninguém pensa por si. Até sonhar é proibido.
A partir do momento em que Dante Cazabon, um órfão sem amigos, descobre o Odílio, uma força com o poder de parar o tempo e de modificar o tecido do universo, ele passa a liderar uma rebelião que o irá conduzir às fronteiras da vida e da morte, assim como ao coração do Mal.
Nas profundezas do Odílio, uma nova espécie de Mal está prestes a nascer: o Espelho Quebrado. E apenas Dante o poderá deter. Mas, para o conseguir, ele irá confrontar-se com uma escolha terrível.
...Dante está a monte, Bea é prisioneira e Ezekiel encontra-se ferido.
As coisas não parecem correr nada bem para os Púca...
...E o cenário irá piorar.


A MINHA CRÍTICA

“Espelho Quebrado” era uma leitura sobre a qual eu tinha expectativas muito altas, devido ao livro anterior desta trilogia.
Digo isto, porque se o livro anterior tinha sido muito bom, deixava, assim, bastantes promessas de que o segundo seria muito melhor.
Apesar das expectativas altas que tinha para este livro, posso dizer que a leitura deste superou, em muito, essas expectativas.
Ao contrário do livro anterior, este é dotado de muita aventura e acção.
Muitas vezes, é-nos difícil controlar a ansiedade de saber as respostas que queremos, e a leitura decorre tão rápida e tão graciosa, que depressa culminamos no derradeiro acontecimento, deixando-nos, literalmente, sôfregos por mais, e mais, e mais…
A forma como o escritor nos deixa, quer no desenrolar da história, quer na transição entre os livros é, definitivamente, denunciadora de uma perícia fantástica em prender o leitor.
Posso dizer que me foi realmente muito difícil deixar este livro pousado na secretária, interrompendo assim o decurso de uma história que nos leva a uma longa viagem ficcionária, mas dotada de significado.
Mais uma vez, parto com imensas expectativas para o terceiro e último livro desta trilogia, que já me conseguiu surpreender pela forma como consegue captar tão facilmente o interesse, logo desde o primeiro capítulo.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

"Gente Vazia" de Brian Keaney

TÍTULO ORIGINAL: Hollow People
AUTOR:
Brian Keaney
TRADUÇÃO:
Susana Rodrigues de Carvalho
EDITORA: Gailivro , Leya
EDIÇÃO: Agosto de 2008
PÁGINAS: 240
ISBN: 9789895575572

SINOPSE


Dante é um moço de cozinha na Ilha de Tamagar, uma comunidade dominada pelos pensamentos do Dr. Sigmundus. Sonhar fará com que seja internado num asilo e os adultos drogam-se com Icór. Dante vive atormentado com o facto da mãe se ter suicidado, mas quando se torna amigo de Bea, filha de um médico, e do misterioso prisioneiro político Semiramis, descobre uma versão bem diferente dos acontecimentos. Os três fogem através de um mar cheio de perigos e juntam-se a resistência. Drogas, hipnose e o forte poder da pressão do poder dos pares entram em jogo a medida que Dante e Bea lutam para sair de um círculo do Inferno e descobrem que o mundo é uma ilusão. Trata-se de um trabalho de escrita notável, centrando-se na atmosfera e nos sentimentos vividos pelos perturbados protagonistas adolescentes. Embora sendo a primeira parte de uma trilogia, termine e nos deixe a beira de um precipício, Gente Vazia é o tipo de livro que faz valer o peso da Literatura Fantástica.

A MINHA CRÍTICA

“Gente Vazia” foi um título que desde logo me despertou interesse, sendo ele a principal razão que me fez comprar esta trilogia.
Não conhecia nada sobre este autor, nem tão-pouco tinha lido opiniões sobre estes livros, mas havia alguma coisa que me fazia querer explorá-los, porque neste nosso mundo, infelizmente, há muita “Gente Vazia”, e a curiosidade em saber o significado desta, dado pelo autor, era muita.
Poderia considerar esta leitura juvenil, porque as personagens assim o são, e poderá não impressionar alguns adultos. No entanto, posso dizer que estou dentro do mundo dos adultos e que foi com muito agrado e satisfação que li este primeiro livro.
É desde o primeiro capítulo que o autor consegue captar a nossa atenção, porque nos consegue, de imediato, aproximar da vida de Dante, um dos personagens principais.
Com uma escrita extremamente fluída e simples, somos levados pela “brisa” de uma leitura leve e que nos prende facilmente.
Não é um livro dotado de muita aventura, mas sim da construção de uma história tão boa, que nos intriga o suficiente de modo a não conseguirmos largá-la sem que saibamos o que acontece a seguir.
Mistério, Romance e Ficção q.b. são os ingredientes desta leitura, que me fizeram chegar à última página num ápice, bem como querer pegar, de imediato, no livro seguinte.
Apesar de não ser uma Obra-Prima, recomendo a quem gosta de ter uma excelente leitura em poucas páginas.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Tanta Gente, Mariana" de Maria Judite de Carvalho

TÍTULO ORIGINAL: Tanta Gente, Mariana
AUTOR:
Maria Judite de Carvalho
EDITORA: Ulisseia , Babel
EDIÇÃO: Agosto de 2010
PÁGINAS: 160
ISBN: 9789725686393

SINOPSE


Uma mulher, Mariana, descobre que vai morrer. Só, no seu quarto, passa em revista toda a sua vida. Desde o falecimento prematuro da mãe ao carinho extremo e triste do pai. Entre alegrias e tristezas esta é uma análise implacável da solidão dos tempos modernos em que, mesmo rodeados pelos outros, nos fechamos em nós.

A MINHA CRÍTICA

Esta não é uma leitura de ânimo leve.
Constituído por várias histórias, esta obra é dotada de uma escrita que se destaca pela excelência.
Gostei muito da experiência que este livro nos traz, porque nos faz pensar muito em nós próprios e na conduta que levamos o nosso dia-a-dia.
O leitor realmente não fica indiferente após esta leitura.
É com este tipo de livros que fico sempre com a sensação de que existem muitas obras que, como esta, não me “chamariam” a uma compra, mas que escondem umas horas enriquecedoras, proporcionadas por estes pequenos tesouros da literatura.
O meu grande obrigada ao blog Prazer da Leitura, de Bruna Cunha, e à editora Babel, por me fazerem chegar este tão gratificante prémio que, coincidência ou não, traz o meu nome no título.
Recomendo a leitores exigentes com a literatura portuguesa!

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

sábado, 22 de janeiro de 2011

"Rubi" de Kerstin Gier

TÍTULO ORIGINAL: Rubinrot
AUTOR:
Kerstin Gier
TRADUÇÃO: Marta Dias
EDITORA: Contraponto
EDIÇÃO: Outubro de 2010
PÁGINAS: 272
ISBN: 9789896660864

SINOPSE


Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família.
Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...


A MINHA CRÍTICA

Este foi um livro que li num dia.
É uma história bastante leve, mas intrigante o suficiente para nos deixar ficar curiosos com o que estará para vir depois de Rubi.
Não é uma Obra-Prima, mas é um bom livro, comparado com muitos que andam por aí.
Gostei bastante da forma como a autora tão bem nos consegue integrar, quer no contexto de uma sociedade actual, com todas as tecnologias e novidades que nos são conhecidas, quer no contexto de uma sociedade remota, para onde as personagens principais viajam no tempo.
A escrita é simples e faz-nos deixar levar a leitura de uma forma muito natural e espontânea.
No final da leitura, fica o desejo de saber como se soluciona o mistério, bem como a explicação de alguns pormenores que ficaram por compreender em Rubi.
Apesar de não estar directamente relacionado com a obra em si, queria destacar que gostei bastante do visual deste livro, quer da capa, quer dos pequenos pormenores, como por exemplo, o facto de a letras não estarem todas a preto, alegrando a vista do leitor.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Gatos à Solta" de Doreen Tovey

TÍTULO ORIGINAL: Cats in the Belfry
AUTOR:
Doreen Tovey
TRADUÇÃO: Luís Miguel Valente
EDITORA: Edições ASA
EDIÇÃO: Novembro de 2007
PÁGINAS: 160
ISBN: 9789724153216

SINOPSE


Doreen Tovey e o seu marido Charles decidem abrir as portas da sua casa a uma gata siamesa, com o objectivo de se verem livres de uma invasão de ratos. Mas Sugieh não é uma gata qualquer. Ela é uma mão de ferro numa luva delicada, uma actriz, uma prima-dona, uma imperatriz dos gatos, e estabelece-se rapidamente como a rainha da casa. Rapidamente escravizados por Sugieh, Doreen e Charles tentam minimizar o caos que ela causa diariamente: ela mia desalmadamente, rói os telegramas e ataca tudo o que seja de lã. Mas o pior está para vir: quando Sugieh decide tornar-se na Mãe Perfeita, ela e os seus adoráveis gatinhos vão fortalecer o seu domínio sobre o lar dos Tovey. Resta a dúvida: tal como Doreen e Charles, quem não cederia a tanto encanto felino?

A MINHA CRÍTICA

Este livro é simplesmente um espectáculo!
Quando terminei a leitura anterior, pensei que tinha chegado a altura de ler um livro mais levezinho.
Mas nunca pensei que este pequeno livro fosse tão divertido e prazeroso de ler.
Dei comigo a rir imensas vezes, o que despertou alguma estranheza por parte de quem me via a ler.
Doreen Tovey consegue descrever-nos as aventuras e pensamentos dos seus animais como se estes fossem humanos, e fá-lo com um humor de grande qualidade.
Quem já tem gatos vai ler este livro e ver todas as suas angústias de dono serem compreendidas de uma forma hilariante.
Mas quem não tem gatos não se acanhe… Esta leitura promete soltar-vos umas valentes gargalhadas!
O único ponto menos positivo deve-se ao facto de existirem pequenas referências e algumas “Private Jokes” da autora, que apesar de estarem bem explicadas em notas pelo tradutor, fazem-nos ficar sempre com a sensação de que não conseguimos compreender totalmente o seu significado.
Adorei este livro, que definitivamente me abriu o apetite para ler os outros livros já publicados pela autora.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"A Estrela de Joana" de Paulo Pereira Cristóvão

TÍTULO ORIGINAL: A Estrela de Joana
AUTOR:
Paulo Pereira Cristóvão
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Setembro de 2007
PÁGINAS: 196
ISBN: 9789722338202

SINOPSE


Quem não recorda ainda o dramático caso de Joana Cipriano, a menina de oito anos, que em Setembro de 2004, Portimão, foi dada como desaparecida? Para muitos ela será lembrada como um rosto num jornal ou revista, um pequeno rosto sorridente e alegre de alguém que gostava de viver. Este livro assume-se como uma homenagem à corajosa Joana, prestada por um dos três agentes da Polícia Judiciária – o autor que é simultaneamente uma das personagens – especialmente destacados para ajudar os seus colegas do Algarve no processo de investigação. Relatado com grande vivacidade, ficamos a conhecer a dimensão da força por detrás daquele sorriso de menina. A Estrela de Joana é ainda para o leitor a oportunidade rara de espreitar o que se passa «do lado de dentro» de uma investigação. Além disso dá conta da generosidade e do empenhamento destes polícias que por detrás da aparente rudeza e ironia que marcam os seus laços de companheirismo, revelam a sua profunda humanidade.

A MINHA CRÍTICA

Quem não se lembra da história da pequena Joana?
É difícil esquecer a fotografia desta menina e de tudo o que se ouviu e foi especulado sobre o seu desaparecimento.
Peguei neste livro há umas semanas e confesso que esta foi uma leitura muito tocante e demorada pelo peso sentimental que envolve.
Foi muitas vezes difícil avançar e descobrir detalhadamente alguns pormenores que Paulo Cristóvão tão bem nos relata, como se estivéssemos estado lá, no meio de toda aquela confusão e injustiça.
Acabo esta leitura com um sentimento enorme de revolta. Não é novidade que existem muitas coisas mal neste país. A pequena Joana foi mais uma das muitas vítimas desta nossa sociedade comodista.
Essa é a mensagem principal de Paulo Cristóvão. Dentro dela, conseguimos também compreender o sentimento de tristeza de um polícia que se vê tão facilmente enxovalhado por alguém que não se interessava certamente em construir a verdade deste caso, nem tão pouco de ajudar a pequena Joana, mas em tentar tirar algum partido disto em seu próprio prol.
Não sendo escritor de profissão, o autor conseguiu com grande perícia escrever-nos este livro e fazer-nos olhar para o céu, à procura da estrela mais brilhante.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Comer, Orar, Amar" de Elizabeth Gilbert

TÍTULO ORIGINAL: Eat, Pray, Love
AUTOR:
Elizabeth Gilbert
TRADUÇÃO: Fernanda Oliveira
EDITORA: Bertrand
EDIÇÃO: 2006
PÁGINAS: 376
ISBN: 9789722515030

SINOPSE


Aos trinta anos, Elizabeth Gilbert tinha um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso - tudo aquilo que uma mulher pode desejar. Ou talvez não... Consumida pela dúvida e pela inquietude, decide avançar para um divórcio difícil, sofrendo durante o processo uma depressão profunda e uma arrasadora crise existencial. É então que se decide pela aventura. Dividida entre o desejo de prazeres mundanos e a aspiração a uma transcendência divina, experimenta as delícias da "dolce vita" em Itália, o rigor ascético na Índia e no seu último destino - a Indonésia - procura o equilíbrio e encontra o amor.

A MINHA CRÍTICA

Um livro absolutamente divinal e que proporciona não só entretenimento, mas uma serenidade inquestionável.
Esta não é uma leitura para devorar, mas para demorada e lentamente apreciar.
Desde que foi publicado, que este livro suscitou-me interesse, embora não imaginasse, de forma alguma, aquilo que ele realmente é.
A história deste livro é a história da autora, que tem de ultrapassar uma fase difícil da sua vida. Para isso, ela viaja por vários locais, descrevendo-nos maravilhosamente cada um deles. Faz-nos também desejar ir com ela e viver tudo aquilo que ela viveu (e comer todas aquelas delícias que ela comeu!).
É uma escrita simples, mas muito rica, uma vez que para a apreciar verdadeiramente, não é passível de se ler rápido.
Apesar de ter uma “pitada” de romance, este não é um romance. É talvez um livro “espiritual” e que nos faz pensar profundamente nessa dimensão.
Gostei bastante deste livro, embora reconheça que poderá ser amado por muitos e odiado por outros, dado considerar ser um género alternativo da literatura.


A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

domingo, 7 de novembro de 2010

"A Dança das Borboletas" de Poppy Adams

TÍTULO ORIGINAL: The Behaviour of Moths
AUTOR:
Poppy Adams
TRADUÇÃO: Victor Cabral
EDITORA: Porto Editora
EDIÇÃO: Maio de 2010
PÁGINAS: 320
ISBN: 9789720045034

SINOPSE


Assomando à janela do primeiro andar da mansão degradada que em tempos fora a sua idílica casa de família, Ginny aguarda ansiosamente a chegada da irmã, que partiu há quarenta e sete anos e nunca mais voltou. Especialista em borboletas, Ginny leva uma vida de reclusão, com medo de se aventurar no mundo exterior. Com o regresso de Vivien, os segredos que provocaram a separação das duas irmãs irão perturbar o quotidiano de Ginny muito para além das rotinas precisas que lhe definem os dias. Das suas infâncias, apenas o sótão da casa permanece inalterado, com as suas paredes revestidas com mostruários de borboletas cuidadosamente preservadas ao longo de várias gerações. Narrado pela voz inesquecível de Ginny, este brilhante romance de estreia descreve-nos o que as famílias são capazes de fazer - especialmente em nome do amor.

A MINHA CRÍTICA

É difícil escrever sobre este livro.
Quem lê este título, “A Dança das Borboletas”, não consegue adivinhar, de maneira alguma, a “dança” a que ele se refere, nem tão pouco, ter qualquer noção do tipo de livro que o envolve.
Ginny é, sem sombra de dúvida, uma personagem muito especial, narrando-nos a sua história de uma forma muito próxima: tão próxima, que parece tornar-se real.
Posso dizer que nunca li um livro assim, nem nunca tive tanta dificuldade em expressar aquilo que acho sobre o mesmo.
Sei dizer que não é uma obra-prima, mas é um livro bom, com uma escrita envolvente e com uma parcela psicológica “q.b.”.
Posso também dizer que não fiquei desiludida com esta obra pois, apesar de ser diferente, consegue-nos trazer para o nosso presente a personalidade de uma mulher, que tudo faz para agradar os outros, em detrimento da sua própria felicidade.
Mas é no final, que essa mesma mulher nos surpreende de uma forma brutal e curiosa.
As “borboletas”, que surgem no título, têm bastante significado nesta história e foi bastante interessante conhecer melhor estes seres vivos, através da brilhante pesquisa da autora.
Acho que a melhor forma de classificar este livro será desafiando-vos, a vós, leitores, a lerem-no por vós.
Posso garantir-vos a descoberta de uma leitura boa e bastante invulgar, baseada num relato de uma família impressionante.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

sábado, 30 de outubro de 2010

"Eu, Maria Pia" de Diana de Cadaval

TÍTULO ORIGINAL: Eu, Maria Pia
AUTOR:
Diana de Cadaval
EDITORA: A Esfera dos Livros
EDIÇÃO: Junho de 2010
PÁGINAS: 228
ISBN: 9789896262303

SINOPSE


"Chegou a minha vez de morrer. Como último desejo peço que me virem na direcção de Portugal, o país que me encheu de alegria o coração de menina e me tirou tudo o que de mais sagrado tinha quando mulher. Olhando para trás, reconheço que a minha vida foi marcada pela tragédia. Vi partir uma mãe cedo de mais, morria de doença e de desgosto por um marido que a traía publicamente. Não me consegui despedir do meu pai, enterrei um marido que, com palavras doces e promessas vãs conquistou o meu ingénuo coração e no final me humilhou com as suas traições, um filho em quem depositava todas as esperanças, um neto adorado, e, por fim, a minha querida Clotilde, irmã de sangue e confidente. Claro que também tive momentos de felicidade. Quando sonhava acordada com Clotilde, deitadas nos jardins do Palácio de Stupigini, com príncipes e casamentos perfeitos, quando cheguei a Lisboa e o povo gritava o meu nome, quando viajava por essa Europa fora de braço dado com Luís, quando brincava no paço com os meus filhos ou quando estendia as mãos para ajudar os mais necessitados, abrindo creches e asilos. Mas mesmo nestas alturas havia quem me apontasse o dedo. Maria Pia a gastadora, a esbanjadora do erário público. A que dava festas majestáticas no paço, a que ia a Paris comprar os tecidos mais caros e as jóias mais exuberantes. Não percebiam eles que assim preenchia o vazio que, aos poucos, se ia instalando no meu coração."

Diana de Cadaval traz-nos um retrato impressionante de D. Maria Pia, rainha de Portugal. Num romance escrito na primeira pessoa, ficamos a conhecer a trágica vida de uma princesa italiana feita rainha com apenas catorze anos.
Recebida em clima de grande euforia, Maria Pia foi, 48 anos depois, expulsa de um país a quem dedicou toda a sua vida. Morria pouco tempo depois, demente, longe dos seus tempos de fausto e opulência, mas com a secreta esperança de que a morte lhe trouxesse a tranquilidade há tanto desejada.


A MINHA CRÍTICA

Devo confessar que li este livro num ápice.
A escrita da autora é extremamente envolvente e faz-nos ficar expectantes relativamente à história desta rainha, cuja existência eu só conhecia pelo seu nome.
A História nunca foi uma das minhas áreas favoritas, aliás, nunca me despertou grande interesse a sua disciplina, quando andava no Ensino Básico, há uns anos.
Mas este livro despertou-me uma curiosidade imensa, sem que eu consiga explicar o porquê.
Talvez tenha sido a sinopse que tenha ajudado bastante a que essa curiosidade crescesse, mas estou certa de que não foi apenas por esta.
A forma como Diana de Cadaval encarna a rainha D. Maria Pia é simplesmente fabulosa. A sensação que temos é como se estivéssemos a ler o diário de emoções da própria rainha, desde que perdeu a sua mãe, quando ainda era criança, ao seu último suspiro, virada em direcção de Portugal, o país que não a deixou ser enterrada ao lado do seu rei, D. Luís.
Fico fortemente impressionada com este relato, habilmente construído com fundamentação em factos históricos, que Diana de Cadaval nos referencia no final desta história.
Foi a primeira vez que li, com imenso gosto e prazer, um livro deste género literário que nunca me havia despertado interesse.
Depois desta tão agradável experiência vou ficar atenta a outros livros do género, esperando que sejam tão bons como este, com que Diana de Cadaval nos presenteia.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

9/10 - Excelente

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Pirá" de Carlos Canhoto e Marc

TÍTULO ORIGINAL: Pirá
AUTOR:
Carlos Canhoto ; Marc
EDITORA: Qual Albatroz
EDIÇÃO: Agosto de 2010
PÁGINAS: 32
ISBN: 9789899558144

SINOPSE


Pirá, que é simpática e curiosa, repara que alguns dos meninos que a visitam estão a perder os dentes. O que será que se passa com eles? Será coisa grave? E se o mesmo acontecer com as piranhas? O que será da Pirá sem os seus belos dentinhos? Como uma criança curiosa, Pirá só vai descansar quando conseguir resolver este mistério dos meninos desdentados.

Com uma história ternurenta e divertida e com ilustrações bem dispostas, Pirá é um livro adequado para crianças na idade de perder os dentes que começam a descobrir o prazer de pequenos jogos de palavras e se divertem com ilustrações alegres e coloridas.


A MINHA CRÍTICA

Pirá, é um livro infantil que vos deixará certamente impressionados, como me deixou a mim.
A começar pela capa, com uma cor linda e super chamativa para as crianças, bem como a textura da capa, que é muito convidativa a abrir o livro.
Mas o seu interior surpreende ainda mais, porque com uma história simples e enternecedora, irá seguramente encantar as crianças (e os adultos também, pois gostei muito de ler).
Se pretendem dar um sorriso a uma criança, esta é uma boa aposta! Pelo menos vão perceber que a Pirá pode ter uns dentes assustadores, mas muitas vezes só os mostra para sorrir!
Se quiserem saber mais sobre a Pirá, visitem aqui. E se ficaram convencidos, podem sempre adquiri-lo aqui.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Margot - Estrelinha Azul" de Ana Paula Pinto

TÍTULO ORIGINAL: Margot - Estrelinha Azul
AUTOR:
Ana Paula Pinto
EDITORA: Papiro Editora
EDIÇÃO: Agosto de 2010
PÁGINAS: 116
ISBN: 9789896365264

SINOPSE


Olhavam o pôr-do-sol. Sentados no interior do Mercedes azul-escuro e resguardados do frio que se fazia sentir, observavam a luz do entardecer reflectida na imensidão lamacenta da baía de Alcochete.
O cheiro do lodo escuro intensificava-se. Aspiravam a maresia vinda do oceano. Sob a luz alaranjada que declinava no horizonte ele pegou na sua mão e acariciou um a um os seus dedos esguios. Calados na magia do momento, cruzavam os seus olhares, furtivamente, como duas crianças apanhadas em falta. (...)
- Tenho cancro – tinha-lhe dito. Assim, sem reservas nem rodeios, logo na primeira troca de palavras, como se o quisesse prevenir do risco.
– Tens cancro – repetiu, pensando que não tinha abarcado o significado do que dissera. E as suas palavras ficaram, por momentos, a pairar no silêncio.


A MINHA CRÍTICA

Este livro brinda-nos com uma enorme simplicidade e sinceridade.
Não tinha tido qualquer conhecimento acerca desta obra, nem tão-pouco do assunto que abordava, mas ao ler o que constava na contracapa deste livro apercebi-me, desde logo, que ia gostar deste testemunho.
É uma história tocante, a de Margot. Uma grande lição de vida, recheada de muito amor e carinho, e onde uma família luta contra uma doença que, infelizmente, levou Margot deste mundo.
Em poucas páginas, conseguimos chegar ao coração de uma mãe que sofreu a perda de uma filha, algo que, a meu ver, vai contra as leis da natureza.
É impossível imaginar o sofrimento de uma mãe que vive uma fatalidade destas. Com esta leitura, conseguimos perceber uma pequena parte desse sofrimento, mas de uma forma admirável, e que homenageia Margot.
Foi importante para mim ler este testemunho, o qual eu acredito que não irei esquecer facilmente.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

7/10 - Bom

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"A Chave Maldita" de James Rollins

TÍTULO ORIGINAL: The Doomsday Key
AUTOR:
James Rollins
TRADUÇÃO: Joana Chaves
EDITORA: Difel
EDIÇÃO: Setembro de 2010
PÁGINAS: 400
ISBN: 9789722909785

SINOPSE


Universidade de Princeton. Um geneticista famoso morre num laboratório biológico de alta segurança. Em Roma, um arqueólogo do Vaticano é encontrado morto na Basílica de São Pedro. Em África, o filho de um senador americano é morto num acampamento da Cruz Vermelha. Três assassinatos em três continentes têm uma ligação terrível: todas as vítimas estão marcadas por uma cruz pagã druida, queimada na sua carne.
Os bizarros assassinatos conduzem o comandante Gray Pierce e a Força Sigma numa corrida contra o tempo para resolver um enigma que remonta a muitos séculos atrás, a um crime medonho contra a humanidade escondido num códice críptico medieval. A primeira peça do puzzle é descoberta num cadáver mumificado, enterrado num pântano inglês, um segredo horrível que ameaça a América e o mundo.
Ajudado por duas mulheres de seu passado - uma, a sua ex-amante, a outra, a sua nova parceira - Gray tem de reunir todas as peças de uma terrível verdade. Mas as revelações têm um custo elevado e, para salvar o futuro, Pierce terá que sacrificar uma das mulheres ao seu lado. Isso por si só pode não ser suficiente, à medida que o verdadeiro caminho para a salvação vai sendo revelado numa sombria profecia da maldição.
A Força Sigma enfrenta a maior ameaça que a Humanidade já conheceu, numa aventura que vai desde o Coliseu romano aos picos gelados da Noruega, a partir das ruínas de mosteiros medievais aos túmulos perdidos de reis Celtas. O último dos pesadelos é trancado dentro de um talismã enterrado por um santo morto - um artefacto antigo conhecido como a chave do Juízo Final.


A MINHA CRÍTICA

‘A Chave Maldita’ é uma viagem extasiante que tira o fôlego a qualquer um, através da sua história que é, simplesmente, fenomenal.
No início desta leitura, fica-se com a sensação de se estar a ler um livro de Dan Brown, dado a estruturação dos factos históricos e religiosos, misteriosamente interligados com os assassinatos que ocorreram. No entanto, rapidamente essa sensação se dissipa, pois James Rollins supera, em muito, a escrita de Dan Brown.
É admirável a forma como o autor conseguiu construir uma história tão cativante, ao mesmo tempo que envolve, de uma forma espantosa, os factos reais que notoriamente abarcaram uma pesquisa profunda por parte do mesmo.
Posso dizer que a única coisa ‘angustiante’ (que, na verdade, é um ponto super positivo), é o facto de o livro ser tão viciante, que é muito complicado parar de ler e interromper o seguimento dos acontecimentos. E isso apenas se torna ‘angustiante’, porque são 400 páginas de puro prazer e suspense, o que, com alguma falta de tempo por parte do leitor, pode tornar dolorosa a necessidade de interromper a história que tanto o envolve.
Desconhecia este autor, mas considero que foi uma surpresa extremamente agradável e que vai directamente para as minhas 'revelações-leitura' do ano, pelo que agradeço à Difel a oportunidade que me deu de descobrir a escrita de um autor tão talentoso.
Não tive dificuldade nenhuma em atribuir a classificação máxima a esta obra, porque revela uma rara mestria na construção de um enredo tão repleto de acção e qualidade.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

10/10 - Obra-Prima

sábado, 9 de outubro de 2010

"O Espírito do Amor" de Ben Sherwood

TÍTULO ORIGINAL: The Death and Life of Charlie St. Cloud
AUTOR:
Ben Sherwood
TRADUÇÃO: Isabel Nunes
COLECÇÃO: Grandes Narrativas
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Maio de 2006
PÁGINAS: 248
ISBN: 9789722335539

SINOPSE


A leitura deste romance de Ben Sherwood leva-nos a acreditar que, por vezes, o amor vence a morte. Charlie St. Cloud veio a sabê-lo de duas formas distintas mas igualmente prodigiosas. Primeiro com Sam, o irmão mais novo, depois, com Tess, o seu grande amor. Quando um violento acidente de viação leva Sam para o outro lado da vida, Charlie promete-lhe que nunca o abandonará. Tudo poderia ter continuado assim, naquela espécie de limbo em que Charlie abdicava de viver plenamente a sua existência terrena e Sam se recusava a avançar para planos mais subtis para que pudessem permanecer juntos. Mas a chegada de Tess mudou tudo… Charlie apaixonou-se por ela e percebeu o carácter ilusório do paraíso em que vivia, que lhe desse a conhecer, com maior nitidez, a ponte que atravessa. Esta obra inspirou uma adaptação ao grande ecrã com o título Sempre Que Te Vejo.

A MINHA CRÍTICA

Perturbadora, envolvente e encantadora… Esta obra é sublime.
É daquelas leituras que, independentemente da hora em que se começam a ler, não é possível parar até ao virar da última página (falo por experiência própria, já que fiquei até de madrugada a ler este livro, sem conseguir interromper).
Desde o início, somos repentinamente levados e habilmente mantidos nesta história, que o autor maravilhosamente construiu em volta das emoções.
As descrições que a compõem são tão reais que, por vezes, chegam a arrepiar.
É uma obra tão tocante, que o seu término é difícil de aceitar, porque ficamos demasiado ligados a ela, a Charlie, a Sam, a Tess, a Marblehead.
Esta obra já não é novidade, dado que já tinha sido publicada em 2006. Com a estreia da sua adaptação cinematográfica – Sempre Que Te Vejo – o livro foi relançado e, graças a isso, pude descobrir este tesouro da literatura.
Não sou capaz de encontrar um ponto negativo desta obra, porque fiquei completamente rendida a ela. Aliás, pergunto-me como é que esta obra-prima nunca me chegou às mãos...
Fico agora curiosa relativamente ao filme e com vontade de regressar a esta história.
Recomendo a toda a gente, pois acredito ser muito difícil não se gostar desta admirável obra.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

10/10 - Obra-Prima

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Coisas do Coração" de Emily Giffin

TÍTULO ORIGINAL: Heart of the Matter
AUTOR:
Emily Giffin
TRADUÇÃO: Cláudia Ramos
EDITORA: Porto Editora
EDIÇÃO: Setembro de 2010
PÁGINAS: 384
ISBN: 9789720043009

SINOPSE

Tessa é mãe de duas crianças e esposa de um reputado cirurgião plástico. Apesar de todos os avisos da mãe, decide abandonar a carreira para se dedicar à família e à casa. Tessa parece ter uma vida perfeita.
Valerie é advogada e mãe solteira de Charlie, uma criança de seis anos que nunca conheceu o pai. Depois de algumas desilusões, Valerie desistiu do romance na sua vida e até, de certa forma, das amizades, acreditando que é sempre preferível e mais seguro não esperar demasiado dos outros.
Ainda que vivendo na mesma cidade, as duas personagens parecem ter muito pouco em comum, para além de um incondicional amor pelos filhos. Mas, uma noite, um trágico acidente faz com que as suas vidas se cruzem de uma forma que elas nunca poderiam imaginar.


A MINHA CRÍTICA

Foi com muita alegria que voltei a ler um livro desta autora, regressando à sua leve e simples escrita, bem como à profundidade e complexidade dos sentimentos que as suas histórias nos fazem vivenciar.
É uma obra marcante, que nos leva a uma admirável viagem à essência da vida, e que nos faz reflectir verdadeiramente sobre o amor e o perdão.
Não há qualquer dúvida que Emily Giffin tem um dom em construir as suas personagens, porque o faz de uma forma tão engenhosa e tão perfeita, que é praticamente impossível não conseguirmos imaginar aquelas pessoas, bem como os sentimentos que estão a experimentar.
Tessa e Valerie são as principais personagens desta história, mas são muito mais para além de meras personagens, uma vez que se tornam tão reais, que conseguimos quase transpô-las em pessoas que conhecemos, tais como numa vizinha, amiga ou familiar.
Foi igualmente gratificante voltar a “ter notícias” de algumas personagens como Dex e Rachel, cujas histórias já havia acompanhado em “Até que Ele nos Separe”.
É uma obra que nos prende do início ao fim, envolvida da qualidade de escrita e enredo com que Emily Giffin já nos habitou.
Recomendo sem quaisquer reservas.

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Um Piano em Sesimbra" de Henrik Nilsson

TÍTULO ORIGINAL: Näterna, Verónica
AUTOR:
Henrik Nilsson
TRADUÇÃO: Ulla Baginha
COLECÇÃO: Grandes Narrativas
EDITORA: Editorial Presença
EDIÇÃO: Janeiro de 2010
PÁGINAS: 122
ISBN: 9789722342834

SINOPSE

Esta obra reúne uma série de contos da autoria de um jovem escritor sueco que têm como cenário privilegiado a cidade de Lisboa. São histórias profundamente enraizadas no quotidiano português e lisboeta, que extravasam, no entanto, estas fronteiras, pela universalidade e dimensão humana dos seus temas, habilmente entretecidos com situações do dia-a-dia. Um traço comum aproxima as várias personagens, um certo sentimento melancólico de perda que leva à busca constante de um sentido, de um significado, do que está oculto em cada uma destas vidas. O estilo é livre e elegante, o olhar, atento, a prosa, rítmica, cristalina, capaz de extrair da banalidade dos dias momentos grandiosos, belos, misteriosos.

A MINHA CRÍTICA

Um título misterioso e uma sinopse, no mínimo, perturbante.
Foi assim que fui levada a comprar e ler este livro.
É um livro muito diferente dos outros, mas nem por isso, menos interessante.
O que foge à regra também me agrada, e este livro foi a prova disso.
Tal como nos diz a sinopse, este livro trata-se de um conjunto de pequenas histórias. Mas eu diria que são pequenas “grandes” histórias. Porquê? Porque apesar de serem constituídas por meia dúzia de páginas, fazem-nos pensar bastante.
Foi muito interessante ler o retrato do que somos, da visão de um estrangeiro. E, para além de interessante, foi muito agradável, uma vez que o autor tem definitivamente um dom para as descrições, que nos fazem sentir, ver e cheirar aquilo que está a ser contado (qualidade que eu admiro bastante).
São sete os contos que constituem esta obra, e posso dizer que apenas um não me tocou tanto, sendo que os outros seis me “encheram as medidas”, daquilo que considero uma boa escrita.
Vou ficar atenta a este autor, pois considero que me despertou bastante a curiosidade de ler outro tipo de registo do mesmo

A MINHA CLASSIFICAÇÃO

8/10 - Muito Bom
 

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